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Início Ciência

Meteoros são ‘extremamente comuns’. O que torna o que aconteceu na Nova Inglaterra ‘raro’?

Ellen Raquel Patriota Por Ellen Raquel Patriota
06 junho 2026 22:45
Em Ciência
Meteoros são 'extremamente comuns'. O que torna o que aconteceu na Nova Inglaterra 'raro'?

Bólido diurno de cinco toneladas cruza a atmosfera e explode sobre Cape Cod

Embora meteoros entrem na atmosfera terrestre todos os dias, o fenômeno observado recentemente sobre a região da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, chamou a atenção dos astrônomos por reunir características extremamente incomuns. O objeto atravessou o céu em plena luz do dia, produziu um estrondo sônico comparável à explosão de centenas de toneladas de TNT e espalhou fragmentos que caíram na Baía de Cape Cod. O evento foi classificado como um raro “bólido diurno”, um dos tipos mais impressionantes de meteoros já registrados.

O que torna esse meteoro tão diferente dos demais?

Meteoros são extremamente comuns. Todos os dias, dezenas de toneladas de material espacial entram na atmosfera da Terra. No entanto, a grande maioria desses objetos é composta por partículas muito pequenas que se vaporizam completamente antes de chegar ao solo.

O caso ocorrido sobre a Nova Inglaterra foi especial por apresentar características raras:

  • Grande tamanho do objeto original.
  • Brilho intenso visível durante o dia.
  • Produção de um forte estrondo sônico.
  • Sobrevivência de fragmentos até a superfície terrestre.

Esses fatores transformaram o fenômeno em um evento astronômico incomum.

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ngVLA
região de Cape Cod.

O que é um bólido diurno?

Os cientistas utilizam o termo bólido para descrever meteoros excepcionalmente brilhantes, também conhecidos como bolas de fogo. Eles podem ser vistos a grandes distâncias e geralmente liberam enormes quantidades de energia ao atravessar a atmosfera.

Quando esse tipo de fenômeno ocorre durante o dia, torna-se ainda mais raro. Para superar a luminosidade natural do céu diurno, o meteoro precisa ser extraordinariamente energético e produzir uma quantidade enorme de luz.

Leia também: Cientistas calculam que oceanos alienígenas poderiam sobreviver por 4,3 bilhões de anos em mundos perdidos no espaço

Como aconteceu o evento sobre Cape Cod?

Segundo estimativas da NASA, o meteoroide possuía cerca de 1,5 metro de diâmetro e pesava mais de cinco toneladas. Ele entrou na atmosfera a aproximadamente 67 mil quilômetros por hora.

Durante sua passagem, percorreu cerca de 42 quilômetros antes de se fragmentar. Esse rompimento gerou a onda de choque responsável pelo estrondo ouvido em diversas regiões, incluindo Massachusetts, Rhode Island e New Hampshire.

 bólido diurno
gerou um fenômeno incomum.

É possível prever quando um meteoro desses vai aparecer?

Na maioria dos casos, não. Pequenos meteoroides são extremamente difíceis de detectar antes de entrarem na atmosfera porque possuem dimensões reduzidas e refletem pouca luz solar.

Os astrônomos conseguem prever eventos associados a chuvas de meteoros conhecidas, como:

  • Perseidas.
  • Leônidas.
  • Gemínidas.
  • Eta Aquáridas.

No entanto, o meteoro de Cape Cod não estava relacionado a nenhuma chuva de meteoros prevista, tornando sua aparição essencialmente aleatória.

bólido diurno
Estrondo sônico e brilho diurno tornam esse meteoro um caso excepcional.

Leia também: Milhões de estrelas revelam um fenômeno dramático: a Pequena Nuvem de Magalhães está se desintegrando

O que aconteceria se os fragmentos do bólido diurno tivessem atingido áreas habitadas?

Apesar das imagens de filmes sugerirem cenários catastróficos, a realidade costuma ser bem menos dramática. Quando chegam ao solo, os meteoritos geralmente são muito menores do que o objeto original que entrou na atmosfera.

Os especialistas acreditam que os fragmentos produzidos nesse evento variavam de algumas dezenas de gramas até poucos quilos. Embora um impacto direto pudesse causar danos localizados, a probabilidade de atingir pessoas é extremamente baixa. O episódio reforça que meteoros grandes são relativamente raros, mas continuam sendo parte natural da dinâmica do Sistema Solar, oferecendo oportunidades valiosas para os cientistas estudarem materiais que preservam informações sobre a formação dos planetas há bilhões de anos.

Tags: Baía de Cape Codbólido diurnometeoroTerra

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