Pouca coisa impressiona mais num ranking do que uma subida vertical. Cascavel, no Oeste do Paraná, fez exatamente isso: pulou 37 posições em pouco mais de uma década e se plantou no grupo das melhores cidades do Brasil em gestão pública, encarando de igual pra igual gente bem maior que ela.
A cidade que ninguém esperava no topo
No ranking Desafios da Gestão Municipal, que avalia as 100 maiores cidades do país, Cascavel aparece na 6ª posição geral. Não é a maior cidade da lista, não é capital, mas está lá em cima, à frente de vários centros mais conhecidos.

O estudo, feito pela consultoria Macroplan, não mede tamanho nem fama. Ele mede entrega de serviço público em quatro áreas que importam de verdade na vida de quem mora: saúde, educação, segurança e saneamento. E é justamente aí que a cidade brilha.
O que esse ranking realmente avalia
Pra entender o feito, vale saber o que está sendo medido. O índice se chama IDGM e olha 15 indicadores espalhados por quatro pilares. Cada um cobre uma frente do dia a dia da população:
- Saneamento: acesso a água tratada, coleta de esgoto e de lixo.
- Saúde: cobertura de atenção básica e cuidado com gestantes e bebês.
- Educação: matrículas na pré-escola e cobertura do ensino básico.
- Segurança: indicadores de violência e proteção à população.
O salto de 37 posições
Aqui está o número que conta a história toda. Em 2010, Cascavel ocupava uma posição mediana nesse mesmo levantamento. Na medição mais recente, ela tinha subido 37 lugares. Isso não acontece por acaso nem da noite pro dia.
Uma escalada desse tamanho significa anos de investimento consistente, sobretudo em infraestrutura básica. A nota de saneamento da cidade beira a perfeição, sinal de que água, esgoto e lixo deixaram de ser problema e viraram ponto forte.
O motor por trás do crescimento
Nada disso seria possível sem uma economia aquecida, e a de Cascavel tem nome: agronegócio. A cidade é um dos maiores polos do setor no Paraná e responde por uma fatia enorme da riqueza de toda a região Oeste.
Esse vigor econômico se transforma em serviço público. Mais arrecadação bem aplicada vira mais asfalto, mais escola, mais posto de saúde. A cidade ainda sedia uma das maiores feiras de agronegócio da América Latina, que movimenta o comércio e atrai investimento de fora todos os anos.
Onde os números podem confundir
Vale um alerta honesto pra você não se perder. Cascavel aparece em vários rankings diferentes, e cada um dá uma posição. Num, ela é a 6ª em gestão. Noutro, a 4ª em urbanismo. Em outro ainda, a 2ª melhor pra morar na faixa de tamanho dela.
São estudos distintos, com critérios distintos, e todos verdadeiros dentro do que medem. O que eles têm em comum é o recado geral: seja qual for a régua, a cidade aparece bem. Quando vários levantamentos independentes apontam na mesma direção, é sinal de que o resultado é consistente.
Por que isso interessa a quem está de fora
Esse tipo de notícia não fala só com quem já mora em Cascavel. Fala com quem sonha em trocar a capital por um lugar mais respirável sem abrir mão de estrutura. A cidade virou um exemplo de interior que funciona.
E o canal Coisas do Mundo já passou por lá, trazendo um material em vídeo interessante para quem queira visitar a cidade:
Ela junta o que muita gente procura: economia forte gerando emprego, serviço público que entrega, e uma escala humana que a capital perdeu faz tempo. Pra quem pensa em recomeçar em outro lugar, é o tipo de cidade que merece entrar na lista, justamente por provar que crescer com organização é possível longe dos grandes centros.









