Um levantamento da Universidade de Helsinque, na Finlândia, analisou mais de mil cães e revelou que algumas raças apresentam diferenças marcantes em aspectos como controle inibitório, resolução de problemas e cognição social. O trabalho ajuda a entender como características específicas foram valorizadas ao longo da domesticação.
- Pesquisadores testaram 13 raças com mais de mil cães
- Diferenças surgiram em habilidades sociais e cognitivas
- Alguns comportamentos favorecem funções de companhia ou trabalho
O que a pesquisa investigou?
O estudo publicado na Nature utilizou o smartDOG test, bateria de testes cognitivos aplicada em 1.002 cães. Apenas raças com pelo menos 40 indivíduos avaliados entraram na análise, totalizando 13 tipos distintos. Entre os testes estavam provas de compreensão de gestos humanos, resolução espacial e reação a tarefas impossíveis.
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Quais raças se destacaram?
Os resultados apontaram que o Malinois foi a raça mais eficiente em compreender gestos humanos, enquanto o Labrador Retriever também teve bom desempenho nesse quesito. Já o Border Collie se destacou em controle inibitório e velocidade na resolução espacial.
Em contrapartida, o Golden Retriever mostrou-se altamente dependente do humano, pedindo ajuda em tarefas impossíveis, enquanto o Hovawart foi um dos mais independentes, tentando resolver sozinho.

O que os comportamentos significam?
Segundo os autores, não há desempenho “bom” ou “ruim”. Um cão com baixo controle inibitório, por exemplo, pode ser mais motivado a buscar recompensas, característica útil em esportes ou trabalhos policiais. Já em cães de companhia, a orientação para o humano pode ser considerada vantajosa.
Dica rápida: entender essas diferenças ajuda tutores a escolher a raça mais compatível com seu estilo de vida.

Limitações do estudo
Os pesquisadores ressaltam que, apesar das diferenças médias entre raças, cada cão é um indivíduo único. Fatores como treinamento, ambiente e experiências anteriores influenciam o comportamento e podem superar tendências genéticas.
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Por que isso importa para tutores?
O estudo sugere que certas características foram reforçadas ao longo da seleção artificial. Assim, quem busca um cão de guarda pode valorizar raças mais independentes, enquanto famílias podem preferir animais que respondam melhor a gestos humanos e interação social.
- Raças diferentes carregam predisposições cognitivas específicas
- Essas predisposições podem se alinhar ao papel esperado do cão
- Conhecer os traços ajuda a criar vínculos mais fortes e treinos mais eficazes








