(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 12 de fevereiro de 2024)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, convidou o presidente da República e mais um lote de gatos gordos do seu governo para um jantar entre eles. Nenhum membro do Congresso Nacional foi convidado. Você, então, nem pensar — seu papel se limita, como sempre, a pagar a conta. Tudo bem: o ministro Barroso não é obrigado, legalmente, a incluir nenhum deputado em seus convites, e muito menos o pagador da conta. Mas, a partir do minuto em que o STF anuncia esse jantar como um evento de alta importância pública, equivalente à assinatura do Tratado de Versalhes ou coisa parecida, passa a ser a sua obrigação, sim, explicar o que está fazendo. Aí fica tudo errado.
+ Leia mais notícias de Politica em Oeste
O convite, para começar, é impróprio — para usar uma palavra que os analistas políticos gostam de escrever quando, com todo o respeito, pedem vênia ao Excelso Pretório para discordar, civilizadamente, de alguma coisa que os ministros fazem. O STF não tem nada de convidar um dos Poderes, e não o outro, para festejos a portas fechadas — ou abertas. Não vivem dizendo que “isso aqui não é a casa da Maria Joana”? Então: se vamos para um incesto público entre Poder Judiciário e Poder Executivo, a própria Maria Joana pensaria duas vezes antes de abrir a sua casa para um negócio desses.
O STF quer banir a moral da vida pública brasileira
A finalidade do jantar, segundo se anunciou, é tratar de assuntos de Estado entre o STF e o governo Lula. Mas não existe rigorosamente nenhum assunto de Estado, um único que seja, para ser tratado em particular entre o comando do Poder Judiciário e o comando do Poder Executivo. Alguém é capaz de sugerir alguma questão que o STF e Lula tenham de tratar entre si? No tempo em que o Brasil tinha juízes de verdade, um magistrado não ia jantar com os paxás do governo. “Se o senhor tem algum assunto a discutir, por favor, venha aqui ao fórum”, dizia o juiz, “e fale o que quiser, na frente do escrivão”. Ponto final.
O STF atual dá a impressão de achar incompreensível este tipo de conduta — que fazia parte do código de ética mais elementar de um integrante do sistema de Justiça. “Como assim? Qual é o problema de a gente se trancar com o presidente da República e a turma dele para tratar das nossas coisas? Ninguém tem nada a ver com isso.” É o que estão dizendo os ministros do STF — é este, hoje em dia, o seu procedimento operacional padrão. Não há, como se constata pela aplicação dos princípios básicos da lógica, nenhum assunto de interesse público que possa ser tratado no escurinho de um jantar desses. Há, do lado de Lula, assuntos que são do interesse direto de Lula. Do lado dos ministros, os assuntos são do interesse direto dos ministros. O resto é conversa jogada fora.
Que assuntos poderiam ser esses? Muitos, mas uma coisa é 100% certa: nada do que eles conversarem entre si, nada de nada, poderia ser dito em público. Se não fosse assim, porque a conversa fechada, sem o testemunho de nenhum parlamentar? O STF formou maioria, e há muito tempo, para banir a moral da vida pública brasileira. Um cidadão decente, no Brasil de hoje, é uma ameaça à “democracia”; não pode ouvir o que eles dizem, porque, se souber o que estão dizendo, vai fazer “ataques” ao “Poder Judiciário”. Transparência nos atos do governo tornou-se uma agressão às instituições.
Confusão noturna
Um casal está namorando de madrugada quando de repente ouvem um barulho vindo da sala. Desesperada a mulher diz:
– Ai, meu Deus, meu marido chegou em casa! Ele vai te matar!
Assustado o homem pula pela janela e sai correndo. Pouco tempo depois ele bate na porta da casa.
– Mulher, mas que história foi essa que você contou? Eu sou o seu marido! – diz o homem confuso com a brincadeira.
– E fugiu porque então? Achou que estava na casa da amante? – responde a mulher irritada.
Vergonha o que eles não tem, formam uma grande ditadura
STT é uma Instituição desmoralizada e quanto ao Lula o que esperar de um descondenado?
Dois corruptos
Eles fazem o que querem, zombam da cara do povo, tripudiam da constituição, se acham seres iluminados, abençoados e superiores, não dão a menor satisfação a quem vai pagar esse jantarzinho basico. E fica tudo por isso mesmo. Simples assim.
Então. Mas os nossos generais-comandantes vivem repetindo que o Brasil é “uma democracia robusta” e que as nossas Instituições estão “funcionando normalmente”…
Talvez väo planejar um golpe de verdade kkkkk depois STF não entende o pq o povo nao tem mais credibilidade com essa instituição
Talvez não seja tão grave assim. A julgar pelos velhos filmes de Hollywood que representam festins da Roma antiga, pode não ser nada mais que aquilo lá. O que seria importante saber é quem seriam alguns dos demais convivas, se a Janja vai estar lá, alguns outros amigos do douto ministro, e coisas do tipo.