A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de US$ 50 mil em dinheiro vivo (o equivalente a aproximadamente R$ 250 mil) e € 33 mil (quase R$ 200 mil) em um endereço ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), em Brasília. O dinheiro foi encontrado durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira, 18, no âmbito da Operação Compliance Zero. Os policiais aprofundam a apuração sobre as relações entre o líder do governo Lula no Senado e o Banco Master.
+ Entenda o que é Política em Oeste
Receba nossas atualizações
A investigação apura se o dinheiro apreendido e outras vantagens estão conectados a um esquema de fraudes financeiras. O foco principal da PF são os repasses de R$ 11 milhões do Master para a empresa de consultoria de Bonnie Bonilha, nora do parlamentar petista. A corporação afirma que empresas intermediárias transferiram parte desses valores e também mira essas firmas.
Uso de jatos e apartamento de luxo dado a Jaques Wagner
Além de dólares e euros apreendidos, os investigadores mapeiam outros benefícios suspeitos recebidos por Jaques Wagner. Há a suspeita de que o senador utilizava com frequência aeronaves do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar também teria recebido um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador.
Leia mais: “PGR não apoiou integralmente ações contra Jaques Wagner”
A PF relata que a relação entre o petista e o banco começou no período em que ele foi governador da Bahia. A privatização da Cesta do Povo na sua gestão estadual originou o Credcesta. O cartão de crédito consignado tornou-se um dos principais motores financeiros do Banco Master.
O relatório da Polícia Federal sustenta que Jaques Wagner atuou ativamente em favor dos interesses do Banco Master. O senador articulou com o governo federal para viabilizar a compra da instituição pelo Banco de Brasília.
Leia mais: “PF investiga repasses do Banco Master para empresa da nora de Jaques Wagner”
O líder governista também trabalhou no Congresso pela aprovação da chamada “emenda Master”, proposta protocolada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). O texto tentava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para aplicações em CDBs de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A medida, segundo a PF, mudaria as regras para beneficiar diretamente o modelo de negócios do banco.
Leia também: “A semente baiana: o elevador, o cartão e a conta que o Brasil vai pagar”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 323 da Revista Oeste
E mais: “O fator centrão no Caso Master”, por Sarah Peres
E ainda: “Os tentáculos do Master”, por Uiliam Grizafis
Mais que Surpresa , eu Pensei que não tinha Corrupto na Esquerda , a PF só ia atrás do pessoal da Direita , eu pensava que o pessoal do pt era tudo Honesto . ISSO É UMA TREMENDA SURPRESA
Mas ministros do stf, vam dizer que este dinheiro não são provas de roubo. Iqual o apartamento cheio de dinheiro e cueca cheio de dinheiro. Tem algum deles preso.
Despesas do dia a dia.