As ações da Braskem dispararam nos últimos dias depois de rumores da possível compra da fatia da petroquímica hoje nas mãos da Novonor, antiga Odebrecht. A Novonor tem 50,1% da Braskem, enquanto a Petrobras controla 47% do capital votante.
A petrolífera teria direito de preferência em uma eventual operação de venda da fatia da Novonor. E uma análise de due diligence está sendo realizada.
Todavia, existe a possibilidade de os bancos credores da Novonor — Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — obterem o pacote acionário por meio de um fundo de investimento em participações (FIP), que será gerido pela Geribá Investimentos e terá o controle da companhia.
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Zero impostos sobre big techs
O governo brasileiro arquivou a proposta para taxar grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Meta (controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp) e Alphabet (dona do Google).
O Planalto ficou com receio de que a medida pudesse complicar negociações comerciais estimuladas pelas propostas tarifárias do presidente americano, Donald Trump.
O Executivo está aguardando o dia 2 de abril, quando Trump prometeu aumentar drasticamente as tarifas alfandegárias dos EUA para igualá-las às de outros países.

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Amil não vende
A gestora americana Bain Capital apresentou uma proposta de compra de 70% da Amil, gigante da saúde suplementar. Entretanto, o empresário José Seripieri Filho, controlador da empresa, se recusou a vender.
Os americanos não teriam desistido, mas para Seripieri o momento ainda não seria propício por causa da conjuntura macroeconômica e pelos resultados positivos que a empresa está começando a apresentar.
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Banco Inter mais pessimista
O Banco Inter está mais pessimista com a economia brasileira.
A instituição financeira mineira elevou suas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 e 2026.
Para o Inter, a inflação deste ano será de 5,4%, ante uma previsão anterior de 5,2%. Para o ano que vem, a projeção passou de 4,2% para 4,4%.
As previsões de PIB e de Selic para o fim de 2025 permaneceram em 1,5% e 14,75%, respectivamente.
Ponto positivo é o câmbio com o dólar, que deverá se posicionar por volta de R$ 5,80, ante a previsão anterior de R$ 5,90.
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Novos leilões à vista
O governo se prepara para um novo leilão de petróleo neste ano.
O Ministério da Fazenda estaria avaliando a minuta de um projeto de lei do Ministério de Minas e Energia que pretende levantar entre R$ 23 bilhões e R$ 37 bilhões com o certame de concessão petrolífera.
A proposta prevê a venda da totalidade do óleo excedente da União em áreas do pré-sal que hoje não estão contratadas nos campos de Tupi, Mero e Atapu, todas exploradas sob regime de partilha.
A medida poderia ser uma saída para reforçar o Orçamento da União, que neste ano prevê déficit zero com uma margem de R$ 31 bilhões para mais ou para menos.

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Acordo de oncologia
A Oncoclínicas e a Hapvida fecharam um acordo de colaboração comercial para oferecer atendimento ambulatorial em oncologia.
A iniciativa beneficiará mais de 600 mil vidas na Região Metropolitana de São Paulo, com potencial de expansão para o interior, além de Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, nos próximos meses.
A colaboração comercial também contempla o serviço de radioterapia em todo o território nacional.
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Injeção de capital na Gol
A Gol anunciou que investidores injetarão até US$ 1,25 bilhão em seu capital como parte do plano de recuperação judicial.
A aérea informou que o montante faz parte de um total de US$ 1,9 bilhão em instrumentos de dívida que serão emitidos para pagar um financiamento.
Além desses financiamentos, a Gol estuda transações “alternativas que sejam viáveis e competitivas”, que incluam “tanto a contratação ou emissão de novas dívidas pela companhia quanto eventuais investimentos em participação acionária direta ou indiretamente”.
A companhia informou à Corte de falências de Nova York que está em “negociações avançadas” com investidores para captar mais US$ 650 milhões.

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St Marche pedirá recuperação judicial
O St Marche deverá entrar em recuperação judicial em abril.
A empresa tenta articular o apoio de pelo menos um terço dos credores para reestruturar a dívida, que soma R$ 640 milhões entre a empresa operacional Hortus, que controla a rede de supermercados, e a holding STM Participações.
Ao mesmo tempo, o St Marche está em busca de um comprador. Um processo tocado pela Vinci Partners.
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Tintas em alta
O mercado de tintas no Brasil está vivendo um momento flórido. Em 2024, a produção atingiu um volume recorde de 1,98 bilhão de litros. Uma alta de 6% em relação ao ano anterior.
Com isso, o Brasil se torna o quarto maior produtor de tintas do mundo, superando a Alemanha e ficando atrás apenas de China, Estados Unidos e Índia.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), a indústria nacional faturou cerca de R$ 40 bilhões no ano passado.
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Milhões em bolsas de estudo
A KNN Idiomas, rede de escolas de línguas estrangeiras, investirá R$ 127 milhões em bolsas de estudo ao longo de 2025. Cerca de 48 mil estudantes deverão ser beneficiados pela iniciativa.
O programa de bolsas atenderá alunos interessados no curso de inglês oferecido pela KNN, mas também contempla os cursos de espanhol, alemão, francês e italiano.
Atualmente, a KNN conta com 450 unidades em todas as regiões brasileiras, e cerca de 120 novas escolas deverão ser inauguradas neste ano.

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Braskem, Odebrecht, Petrobrás. Pense em um trio onde a corrupção impera!