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Agronegócio

A fazenda de Silvio Santos em Mato Grosso

O lugar chegou a abrigar 10 mil cabeças de gado bovino

O apresentador Silvio Santos disse que investiu mas não chegou a pisar na fazenda | Reprodução/Programa Silvio Santos

Silvio Santos também deixou sua marca no agronegócio. Na década de 1970, o apresentador investiu em criações de gado bovino em Mato Grosso. E esse não foi o único negócio do apresentador que depende das atividades no campo para existir. O apresentador morreu no último sábado, 17, aos 93 anos.

A empreitada de Silvio Santos em Mato Grosso recebeu o nome de Baú Agropecuária S.A. Eram 70 mil hectares de terras nos municípios de Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia. O empresário comprou a área dos empresários Orlando Ometto e Renato de Almeida Prado — donos de usinas de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo. A aquisição ocorreu em 1972. O lugar chegou a abrigar 10 mil cabeças de gado bovino.

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O apresentador, entretanto, afirmou em uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que nunca chegou a pisar no lugar, apesar de ser o proprietário. Antes da aquisição, a área recebia o nome de agropecuária Tamakavy.

“Eu tinha uma fazenda que era a segunda maior do Brasil, a Tamakavi, e nunca fui lá”, disse o artista em uma entrevista em 2010. “Nem vi no mapa.”

O apresentador se desfez da empreitada no fim da década 1980. Contudo, outros negócios dele, em alguma medida, dependem do agronegócio para existir.

Outros negócio de Silvio Santos que dependem do agronegócio

Uma das marcas icônicas do Grupo Silvio Santos é a Jequiti. Trata-se de uma empresa focada na venda de produtos de beleza e higiene pessoal — como perfumes, cremes e sabonetes. Esses itens não existiriam sem matérias-primas como óleos vegetais, a exemplo dos que são extraídos da soja, e álcool — como os fabricados nas usinas de cana-de-açúcar.

Além disso, o Baú da Felicidade e a Tele Sena, duas empresas icônicas do Silvio Santos, dependem do agro ao menos para interagir com seu público. É verdade que a finalidade delas não está relacionada às atividades agrícolas nem ao beneficiamento da produção rural. Contudo, a principal interface delas com os clientes são talões e carnês de papel — algo que depende do agro para existir.

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