A soja é a maior inimiga do MST

Um mundo rural que dá certo é a morte da “reforma agrária” e de outros contos do vigário aplicados pela esquerda
-Publicidade-
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

(J.R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 17 de outubro de 2021)

O cultivo de soja é um dos mais brilhantes sucessos da história econômica do Brasil — talvez o maior exemplo, em qualquer época, de alguma coisa que deu certo neste país em termos de progresso puro e simples, e de tudo o que isso significa de bom. A safra deste ano vai ser superior a 140 milhões de toneladas, o que faz do Brasil o maior produtor de soja do planeta, com quase 40% de toda a produção mundial — e um fator-chave, hoje em dia, na produção de alimentos para toda a humanidade. Em 2021, pelo sétimo ano consecutivo, a soja vai ser o principal produto de exportação do país, com mais de US$ 35 bilhões — uma injeção de divisas essencial para o bem-estar dos 200 milhões de brasileiros, ao permitir que a economia nacional funcione com um mínimo de normalidade e livre de crises nas suas contas externas.

Em suma: a soja, no Brasil, é uma solução extraordinária. Não para a esquerda, porém; aí é exatamente o contrário. A soja, no “Movimento dos Sem Terra” e nos seus patrocinadores do PT, Psol e adjacências — que são, na verdade, os seus verdadeiros donos —, é uma desgraça que precisa ser destruída. É o que deixou claro a recente agressão do MST contra a sede da associação dos produtores de soja em Brasília. Uma gangue de malfeitores, usando equipamento para cortar metais e outros meios violentos de ataque, pichou paredes, vidros e janelas, instalou faixas de plástico pintadas e destruiu tudo o que pôde — um crime, e praticado com a violência do arrombamento. A soja, proclamaram os atacantes, é o maior inimigo que o Brasil tem hoje.

-Publicidade-
Colheita de soja na Fazenda Itamarati, do grupo Amaggi, em Tangará da Serra (MT)

A soja, na verdade, é a maior inimiga do MST, que explora a situação do campo, seja ela qual for, para sobreviver materialmente — sem uma “causa” para vender, o movimento simplesmente morre. É simples: a soja é a prova mais espetacular do sucesso econômico e social do capitalismo na agricultura brasileira — e um mundo rural que dá certo é a morte da “reforma agrária” e de outros contos do vigário aplicados pelo MST e seus operadores políticos. “Soja não enche barriga” — é essa estupidez grosseira tudo o que eles conseguem usar como argumento.

O crime cometido pelo MST foi recebido com absoluta normalidade nos círculos que vivem em permanente crise nervosa na defesa da “democracia”. Um negócio desses não seria um óbvio “ato antidemocrático”, desses que tanto horrorizam o ministro Alexandre de Moraes e o seu inquérito para salvar o Brasil? Não, não seria. Deve ser, apenas, mais um ato protegido pelo legítimo direito de livre manifestação.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

14 comentários Ver comentários

  1. “Quando você perceber que para produzir, precisa pedir licença a quem não produz coisa alguma; quando perceber que o dinheiro flui mais para quem negocia, não com bens, mas com favores; quando perceber que, mais do que pelo trabalho, muitos enriquecem com o suborno e tráfico de influência, quando perceber que as leis não nos protegem deles, mas, ao contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício, então poderá afirmar, sem temor algum de errar, que a sua sociedade está condenada”.

    Ayn Rand (1905 – 1982), escritora, dramaturga, roteirista e filósofa norte-americana de origem judaico-russa.

  2. O MST não vai além de um dos braços de agressão física à sociedade que vem desde o século passado; as Colunas comunistas de Julião já agiam assim.
    Infelizmente, por conta de inúmeros desvios de conduta por parte de alguns militares por ocasião do Regime Militar, a Lei da Anistia, anistiou todos os criminosos, terroristas e corruptos, o que fez do Brasil, após o regresso de vários deles, o paraíso da corrupção e da cooptação, com a utilização da ideologia marxista, na imprensa e da academia, preliminarmente. Após mais de 40 anos, dá no que deu, onde o MST continua fazendo o mesmo, tumultuando o País, mas já agora com a cumplicidade de grande parte dos nossos políticos, do apoio maciço da imprensa e do suporte incondicional do STF.
    É triste assim!

  3. Pra se ter a noção do quanto roubaram do Brasil, pois o desgoverno da esquerda ladra saiu há 07 anos e quem continua bancando esses vagabundos dos MST e o bando do Boulos?

  4. ORA, ORA, ORA COMO É POSSÍVEL A SOJA DAR CERTO????? E ONDE FICAM OS
    POBRES, INOCENTES E EXPLORADOS “TRABALHADORES DO MOVIMENTO DOS
    SEM TERRA” CUJOS HORÁRIOS, DIAS E TIPOS DE TRABALHOS SÃO DESCONHECIDOS, BEM COMO SEUS “EMPREGADORES”????????? A SOJA DANDO CERTO QUE DESCULPA VÃO ARRANJAR???????? SÓ FALTA INGRESSAREM NO STF REQUERENDO INDENIZAÇÃO PELO FATO DE TEREM SIDO “OBRIGADOS” A DEPREDAR A SEDE DA ASSOCIAÇÃO E O CARECÃO AUTORIZAR !!!!!!!!!!

  5. Realmente não conheço ninguém até hoje que tem utilizado a soja como alimento, porém ela é a maior responsável pela nutrição de aves e animais, então a soja é sim, de forma indireta um grão de extrema importância na alimentação de muitos. Esses vagabundos do MST, são só um bando de…vagabundos.

    1. Paulo Renato a soja é, principalmente, utilizada como alimento nos países asiáticos, no Brasil também é largamente utilizada como alimento, é o principal produto na elaboração de pratos nos restaurantes de comida vegetariana ou vegana, como: Leite de soja, iogurte de soja, queijo de soja, molho shoyu, tofu, etc.

  6. Movimentos que têm apoio de integrantes do Foro de São Paulo, inclusive de um de seus fundadores, certamente não querem Democracia, não querem Liberdade e nem direito de propriedade.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.