A paisagem mais comum nas fazendas do Brasil não é formada por soja, milho, laranja ou cana-de-açúcar. Essas são plantações que podem ou não existir, a depender da vocação da região e do dono da terra. Mas, em todas as propriedades agrícolas, sempre há árvores e matas nativas, mostram os gráficos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
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Os dados foram apresentados em Belém, nesta segunda-feira, 11, no espaço da AgriZone, no estande da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, na Conferência das Nações Unidas na COP30. Os gráficos da Embrapa mostram que o agro é um dos grandes fiadores da preservação ambiental do Brasil.
Florestas nativas do agro
Por volta de 45% de todas as áreas de conservação ficam dentro de propriedades agrícolas, e a manutenção delas é de responsabilidade dos produtores. São quase 250 mil km² dentro de imóveis rurais dedicados à preservação da vegetação nativa, o equivalente ao território do Estado de São Paulo inteiro — cerca de 30% de todo o solo brasileiro.

Além disso, em média, a quantidade de terras dedicadas à conservação dentro das áreas rurais empata com as de lavoura e pastagem somadas. Assim, geralmente, dentro de uma fazenda, metade do solo é floresta e o resto fica para a produção. Mas, a depender da região do país, a proporção destinada às matas nativas é ainda maior.
Belém, cidade-sede da COP30, é cercada pelo bioma amazônico. Nesse caso, a proporção de áreas preservadas dentro das fazendas é duas vezes maior que a quantidade dedicada à produção. Na maior floresta do planeta, atualmente, por volta de 87% de toda a cobertura vegetal está preservada. Apenas a fração de 14% da região é dedicada ao agro, o grande motor da economia do país. Resultado: trata-se de um dos lugares menos desenvolvidos do planeta, com cidades sem saneamento básico, pessoas vivendo em comunidades isoladas e muita pobreza, embora existam caminhos para produzir e gerar riqueza sem ameaçar o meio ambiente.

A própria Embrapa é uma referência mundial quando o assunto é agricultura tropical realizada com técnicas que conservem o meio ambiente. Entre elas, destaca-se a integração lavoura, pecuária e floresta. Basicamente, consiste em alternar essas paisagens nas áreas da propriedade de modo cíclico; enquanto acontece a produção em parte, na outra há a regeneração. Desse modo, ocorre a preservação do meio ambiente, a produção e o combate à pobreza.


































Pois é! Esses dados são literalmente escondidos do grande público que continua sendo catequizado contra o agro.
Parabens, Piva. Sempre assertivo em suas colocações e análises.