publicidade
Agronegócio

Bacalhau não é um peixe

A pesca não é realizada nas águas da costa portuguesa

O produto salgado é o mais tradicional | Foto: Wally Gobetz/Mercado Municipal de São Paulo

Assado, cozido e na forma de recheio de bolinhos, salgados, pizzas e pastéis, o consumo de bacalhau no Brasil vai muito além da Semana Santa. Mas essa palavra não é o nome de apenas uma espécie de peixe, mas, sim, de um conjunto delas.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a legislação brasileira define apenas três espécies de peixe como bacalhau. São elas: do Porto ou Cod (Gadus morhua), a do Pacífico (Gadus macrocephalus) e a da Groenlândia (Gadus ogac).

Receba nossas atualizações

Geralmente, eles são encontrados nas gélidas águas da Noruega, da Rússia, da Islândia, do Canadá e do Alasca.

Bacalhau não é pescado em Portugal

O legítimo “bacalhau do Porto”, por exemplo, não é pescado em Portugal. Na verdade, esse é apenas o peixe da espécie Gadus morhua.

Gadus morhua é umas das espécies que podem ser chamadas de bacalhau | Foto: Joachim S. Müller/Reprodução

Além disso, para receber o nome, não é preciso passar pela salga — o processo de conservação com sal para permitir que o pescado se mantenha em condições adequadas em temperatura ambiente. Ou seja: o importante mesmo é ser das três espécies de peixes já citadas.

Os portugueses popularizaram esse alimento

Segundo a BBC, tudo começou no fim do século 14, quando a Marinha lusitana descobriu que o bacalhau seco e salgado duraria por anos nos porões dos navios — uma grande solução para os navegadores enfrentarem longas jornadas por mares e oceanos quando ainda não existiam equipamentos de refrigeração.

Até hoje, o modo mais comum apreciado pela população portuguesa é o produto seco e salgado, conforme mostram os números da Noruega. O país nórdico é o maior produtor e exportador de bacalhau do planeta. Por volta de 95% dos embarques noruegueses para os portugueses são desse produto salgado e seco — iguais àqueles mais comuns à venda no Brasil.

Leia mais sobre:

7 comentários
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    Adorei a matéria! Obrigada! Espero q tenham tido uma excelente Páscoa!

    Não vivemos só de política!

  2. Carlos De Souza
    Carlos De Souza

    Concordo, mas esse é um cargo em extinção há muito tempo como forma de reduzir custo. Eu prefiro um texto com alguns erros de grafia aqui e ali, mas que retrate fatos sólidos a uma “peça literária” construída sobre um alicerce cravado em areia movediça e que tenha suas intenções em perfídias muito bem camufladas atrás de cada vírgula. “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”, advertiu o clássico comercial da Folha de S. Paulo dos anos 1990. O próprio veículo, que já pode ser chamado de jornal, não respeitou seus próprios dogmas e hj é só mais um integrante da chamada velha imprensa. E olha que comete erros com nítida má intenção, como também permeado de escorregões no idioma.

  3. Contratudoisto
    Contratudoisto

    Nem só de pão vive o homem, nem só de política vivem a oeste e seus leitores. Por mais matérias assim e menos gente chata, sem sal, amarga, reclamando da excelente revista e pedindo revisores, etc. Pensem, por um segundo, o que é ler um texto da Ana Paula Henkel. É como ler Jorge Amado ou ver aquele gol que todos deveriam sair do estádio, pagar ingresso de novo e voltar pra ver a continuidade do jogo. A Mona Lisa não pode ser definida por uma pincelada, um mero detalhe perdido em meio à beleza e magnitude da obra de arte. Que a oeste continue a ser este oceano de verdades e talentos e por mais vida é leveza nesta tempestade que vivemos a mais tempo que qualquer um poderia sonhar. E que possamos sonhar em ser um povo livre um dia, libertos das garras do Funcionalismo Público, o câncer deste país, e das amarras de leis absurdas feitas por bandidos travestidos de políticos, as metástases deste horrível câncer que nos consome.

  4. Moacir Cordeiro
    Moacir Cordeiro

    Pessoal, um REVISOR é um cargo indispensável no jornalismo.

    1. Thais de Alencar Carvalho Gualter
      Thais de Alencar Carvalho Gualter

      Sim, coisas assim estão se tornando corriqueiras por aqui na Oeste, mas tenho preguiça de chamar a atenção.

    2. Edgar Takao Tohi
      Edgar Takao Tohi

      Concordo – o título (bacalhau não é peixe) fica parecendo propaganda enganosa.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.