A indústria de biodiesel do Brasil pode aumentar a produção. Graças à capacidade de resposta, é possível reduzir a importação do diesel em quase 7%. A medida ajudaria a contornar a crise no mercado de combustíveis fósseis, causada em meio à invasão russa à Ucrânia.
“Para atender o aumento imediato da mistura de biodiesel no diesel comercial para 12% (B12)”, informou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Com a fórmula, o órgão estima que as importações de diesel pelo país poderiam recuar 6,7% no segundo semestre. A redução corresponderia a 660 milhões de litros, de acordo com Reuters.
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Daniel Furlan Amara, economista-chefe da Abiove, disse que “podem ser utilizados estoques de soja para promover um esmagamento superior a 48 milhões de toneladas de soja, bem como destinar parte do estoque final e das exportações de óleo para uso interno.”
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Segundo o Amaral, a janela de oportunidade para ampliação de biodiesel se dá pelo “indicativo de que as refinarias brasileiras estão trabalhando próximas do seu limite e que o diesel mineral nacional está abaixo da paridade de importação”.
Francisco Turra, presidente da Associação de Produtores de Biodiesel também defendeu a adoção e a viabilidade do B12. “Nosso setor de biodiesel já manifestou ao governo federal, se este entender necessário, que tem condições de atender ao mercado com uma mistura de 12% (B12)”, declarou.
Ele afirma que a ampliação para 12% pode representar uma redução da necessidade de importação de diesel no curto prazo ou aumento da cobertura do abastecimento de diesel pelo suprimento local.
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48 milhões de toneladas de óleo de soja vão necessitar aproximadamente de 11,836 milhões de toneladas de metanol e 336 mil toneladas de catalizador (NaOH) ou (KOH), então, mãos à obra.
Será que os motores aguentam?