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Agronegócio

Chocolate: oferta de cacau cresce em setembro no Brasil

O salto normalizou a disponibilidade anual da matéria-prima

chocolate
Em 2020, o Brasil produziu quase 760 mil toneladas de chocolate| Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Os fabricantes de chocolate viram aumentar a oferta de cacau para a indústria do Brasil no mês de setembro. O salto chegou a 42%, colocando a disponibilidade da matéria-prima nos mesmos níveis de 2021.

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) divulgou os dados nesta terça-feira, 18. Ao todo, a quantidade do mês passado ficou em pouco mais de 15 mil toneladas, ou seja, cerca de 5 mil toneladas a mais que em agosto.

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“A safra fora de época de 2021 teve resultados muito positivos, que persistiu mesmo após o encerramento do período”, disse  Anna Paula Losi, diretora-executiva da AIPC. “Agora em 2022 os números estão relativamente estáveis, talvez demonstrando que a recuperação da produção está se consolidando.”

A produção acumulada entre janeiro e setembro de 2022 ficou apenas 0,03% menor que no mesmo período do ano anterior. No total, foram 153,5 mil toneladas.

Processo fundamental para a fabricação de chocolate, a moagem de cacau nos primeiros meses do ano está 1% menor que em igual intervalo do ano anterior. O volume caiu de cerca de 167 mil toneladas para pouco mais de 165 mil toneladas.

“A moagem no mundo tem registrado reduções em virtude da instabilidade econômica global”, informou Anna Paula. “No Brasil não é diferente, mas ainda que estejamos com um volume menor do que no ano passado, a perspectiva é que o volume de moagem se aproxime da média dos últimos cinco anos, que é de 220 mil toneladas.”

Maiores produtores de cacau do Brasil

Conforme os dados apresentados pela AIPC, a maior parte das amêndoas de cacau nacional disponibilizadas para a indústria do Brasil veio da Bahia (98 mil toneladas), quase 10% menos que no ano passado. Na segunda posição, o Pará aparece com aproximadamente 50 mil toneladas. Diferente da contribuição baiana, entretanto, a oferta paraense cresceu 23%. Somados, os dois estados responderam por cerca de 95% da oferta nacional.

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