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Agronegócio

Embrapa cria robô que encontra pragas na roça

Protótipo faz diagnóstico precoce e trabalha à noite

LumiBot, o robô da Embrapa
LumiBot, o robô da Embrapa | Foto: Reprodução/Embrapa

Embora a enxada e o arado de tração animal sejam símbolos da vida no campo, são ferramentas cada vez mais raras no trabalho na roça. Agricultura e tecnologia sempre caminharam de mãos dadas — e, no século 21, a regra é mecanizar e robotizar a produção com soluções como o LumiBot. Trata-se de um robô desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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O LumiBot ainda é um protótipo em fase de testes, mas já apresenta resultados consistentes. Os pesquisadores da Embrapa o desenvolveram para combater pragas na soja e no algodão. À noite, por meio de sensores com luz ultravioleta, o robô realiza a leitura das plantas de modo autônomo.

Os dados são coletados e processados por algoritmos treinados para reconhecer padrões em imagens, a partir dos quais são construídos modelos associados a doenças específicas. A captura leva cerca de sete segundos.

A coleta revela padrões imperceptíveis a olho nu. Desse modo, ocorre o diagnóstico precoce, o que reduz custos e amplia as chances de sucesso. Segundo os pesquisadores, a assertividade do protótipo está em 80%. Para chegar a esse resultado, foram três anos de desenvolvimento até o momento.

Robô de laboratório da Embrapa

Os estudos ainda seguem em condições controladas, dentro de laboratórios. São estufas com plantações em que luminosidade, umidade e até mesmo exposição a pragas ocorrem dentro de um esquema planejado.

Agora, os cientistas querem construir modelos para o experimento em campo aberto, com quase todos os desafios da roça: água, poeira, barro, bichos, calor e frio. Apenas o sol fica de fora. Como a base para o trabalho do LumiBot é a leitura por meio de luz ultravioleta, o robô da Embrapa não trabalha sob o sol, nem mesmo no inverno.

Leia também: “Aviões movidos à mostarda”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 234 da Revista Oeste

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