publicidade
Agronegócio

Fusão torna rei saudita sócio da Marfrig

Cade aprova a criação da MBRF, a fusão de dois gigantes do agronegócio nacional

O rei Salman bin Abdulaziz Al Saud, da Arábia Saudita | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O caminho ficou livre para a criação da MBRF, resultado da fusão entre Marfrig e BRF. Nesta quinta-feira, 5, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a proposta, que dá origem a um conglomerado brasileiro capaz de gerar R$ 150 bilhões por ano — já nascendo com um dos sócios mais poderosos do mundo: o rei da Arábia Saudita.

+ Conheça O Brasil que funciona — o país de quem produz

Receba nossas atualizações

]Criada e controlada pelo empresário Marcos Molina, a Marfrig é um dos gigantes do agronegócio brasileiro. A empresa tem papel no abastecimento mundial de carne bovina. Suas operações se estendem do Sul ao Norte do globo. No mercado norte-americano, por exemplo, o grupo está entre os três maiores fornecedores desse tipo de alimento.

A BRF é outro gigante brasileiro com presença global, mas com tradição maior no processamento de carnes suínas e de frango. A relevância internacional no mercado de aves atraiu a atenção da realeza saudita, que passou a investir na companhia por meio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita.

Os frangos são a fonte de proteína animal mais barata para os muçulmanos, religião predominante na Arábia. Daí o interesse real — um trunfo nas mãos do empresário brasileiro para ter mais acesso ao mercado árabe de carne bovina.

Marfrig dona da BRF

Em 2023, Molina conseguiu transformar a Marfrig na controladora da BRF, com participação acionária superior à da própria monarquia saudita. Hoje, a companhia brasileira detém 50% das ações, enquanto o rei da Arábia Saudita possui 11%.

Poucos meses depois de Molina conquistar o controle, Sadia e Perdigão (as duas principais marcas da BRF) passaram a vender carne bovina fornecida pela Marfrig. Daí por diante, a fusão completa entre as duas companhias passou a depender apenas da aprovação dada nesta quinta-feira pelo Cade.

Depois da fusão, as cotas da BRF que pertencem à realeza serão convertidas em ações da MBRF. Será o segundo frigorífico com expressão no mercado bovino brasileiro a entrar no portfólio das Arábias.

O outro frigorífico do rei

A BRF não é o único investimento do rei saudita nos produtores de carne do Brasil. Outro destaque no portfólio real é o Minerva, um dos grandes grupos frigoríficos de carne do Brasil.

O fundo saudita detém 25% das ações da Minerva. Até hoje, a sociedade com a casa real foi proveitosa. Grande parte do lucro vem das vendas de carne bovina para o mercado árabe. Resta saber como ficarão essas relações, agora que o rei se tornará sócio do novo negócio.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade