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Agronegócio

Incêndios impactam na produção de cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil

Previsão da safra 2024/2025 reduziu-se para 614 milhões de toneladas, com impacto na indústria do açúcar

cana-de-açucar
Apesar da redução da safra de cana-de-açúcar, o mercado mantém-se equilibrado | Foto: | Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

A consultoria Hedgepoint reduziu a estimativa de produção de cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil para a safra 2024/25 devido aos incêndios na região. A nova previsão é de 614 milhões de toneladas, inferior à estimativa anterior de 620 milhões de toneladas. 

Com a nova projeção de cana-de-açúcar, espera-se também uma redução na produção de açúcar, que deve cair de 41,3 milhões de toneladas para 40,8 milhões de toneladas.

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Os incêndios registrados no centro-sul do Brasil são o principal fator para a queda na produção de cana-de-açúcar no país. Segundo Lívea Coda, analista da Hedgepoint Global Markets, “os fundamentos não indicam um aperto semelhante ao de 2023”.

Lívea Coda ainda afirmou que a “estrutura do mercado de açúcar está se tornando mais suportiva no curto prazo. No entanto, é improvável que os preços retornem às máximas registradas em dezembro passado”.

A consultoria também disse que os incêndios podem elevar o preço do produto em 19 centavos por libra-peso. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também revisou seus números para baixo, mas suas projeções ainda estão dentro da faixa superior do mercado, com uma estimativa de 626,17 milhões de toneladas de cana e 42 milhões de toneladas de açúcar.

Mercado de cana-de-açúcar mantém-se equilibrado

Ainda de acordo com previsão da consultoria Hedgepoint, apesar da redução na produção da cana-de-açúcar por causa dos incêndios, o mercado continua relativamente equilibrado, com suporte de curto prazo, mas sem retorno aos preços altos de dezembro passado.

A Hedgepoint também explorou cenários em que a produção pode variar significativamente, considerando um cenário de “morte súbita”, com produção caindo para cerca de 600 milhões de toneladas, o que poderia elevar os preços entre 19 e 22 centavos por libra-peso durante a entressafra. 

“Com 614 milhões de toneladas, essa faixa poderia cair 1 centavo por libra-peso, ficando entre 18 centavos por libra-peso e 21 centavos por libra-peso. Se o cenário se tornar mais baixista, poderemos voltar à faixa de preço observada entre junho e meados de agosto, flutuando entre 17 centavos por libra-peso e 20 centavos por libra-peso”, explicou Lívea Coda.

A região pode se recuperar marginalmente na próxima temporada, com previsão de clima mais favorável pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). Mantendo as estimativas preliminares em 620 milhões de toneladas, uma correção de preços pode ocorrer na nova temporada, impactando o contrato de maio de 2025 e os subsequentes.

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