Uma empresa britânica quer eliminar o petróleo de roupas — com plantas. Trata-se da Pangaia. A marca encontrou no agro a matéria-prima renovável para produzir um material elástico como a lycra: a mamona, que promete livrar o conforto da extinção.
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Quando a primeira peça de lycra chegou às grifes, na década de 1950, o conforto dos clientes subiu de nível. Com o material, roupas feitas em processos industriais, de modo absolutamente impessoal, se adaptam às medidas de quem as veste. Saias justas, jaquetas com mangas elásticas, calças apertadas e até cintas para imitar um abdômen definido — as possibilidades são infinitas.
O ganho transformador, porém, trouxe um problema incômodo. A base da produção é o petróleo — matéria-prima finita.
Por que abandonar o petróleo?
Até hoje, não existe jeito viável de fabricar petróleo. O material vem de jazidas que se formaramm ao longo de milhões de anos de decomposição e pressão — ou seja, a continuidade depende da descoberta de novas reservas.
Encontrar essa matéria-prima é como ter um baú cheio de moedas de ouro. Se a riqueza não for empregada, o futuro é a pobreza. De acordo com alguns estudos, as reservas atuais são suficientes para algumas décadas.
Lycra de mamona “não acaba”
Cultivar não é algo fácil: demanda aperfeiçoamento e evolução tecnológica constantes. Entretanto, a humanidade domina — e melhora — a agricultura há milênios. Assim, a garantia do futuro é o trabalho.
Contudo, uma barreira ainda ameaça extinguir o projeto: o preço. Uma jaqueta com lycra de mamona, por exemplo, custa cerca de R$ 1 mil — um valor duro para o orçamento pouco elástico dos brasileiros.
































Ha muito ouço sobre o uso da mamona em varias coisas como combustível, mas nunca na confecção de roupas – espero que venha mesmo substituir o petroleo.
Será que a Greta tem grana para comprar uma jaqueta ?