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Agronegócio

Produção de etanol de milho cresce mais de 1.000% no Brasil

Em menos de uma década, o grão se tornou um dos pilares da indústria de combustível do país

O milho do Brasil deve dar origem a 10 bilhões de litros de etanol em 2026 | Foto: Reprodução/CNA

Até 2018, praticamente não havia etanol de milho brasileiro. Naquele ano, ocorreu a primeira leva nacional expressiva: quase 800 milhões de litros. Mas o resultado ainda não o colocava em posição de destaque no mercado de energia. A produção nacional desse combustível era de 33 bilhões de litros, quase toda ela feita a partir de cana-de-açúcar. Em 2026, a fabricação a partir do grão cresceu para quase 10 bilhões de litros, acréscimo de 1.117% em relação a 8 anos antes.

A estimativa é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com as projeções, por volta de 30% de toda a produção brasileira de etanol de 2026 será gerada com milho. O grão garantiu o aumento da oferta. A quantidade oriunda da cana neste mesmo ano será de 26 bilhões de litros, queda de cerca de 20% em relação a 2018 — e ela não aconteceu por falta de matéria-prima na lavoura. Os números mostram o crescimento de 6% da safra, em comparação ao resultado de 8 anos antes.

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Segundo a Conab, o agro nacional deve colher pouco mais de 673 milhões de toneladas na produção atual. Foram 633 milhões de toneladas em 2018. Assim como acontece com o milho, nem toda a colheita é usada para o consumo direto.

No caso da cana, parte considerável da safra tem como destino a fabricação de açúcar. O plantio da cultura no Brasil teve início, inclusive, devido a esse mercado. Aconteceu na primeira metade do século 16, quando os portugueses chegaram ao país. O uso para etanol começou somente quatro séculos depois, na década de 1970, com o Proálcool. Atualmente, a colheita se divide praticamente meio a meio entre a produção do adoçante e do combustível.

No caso do milho, embora sua participação no setor energético já seja expressiva, sua principal atribuição é a fabricação de alimentos para o consumo humano e de ração para a nutrição animal. A aplicação vai de doces e pratos típicos da culinária brasileira ao DDG, que é um subproduto rico em proteína usado para a engorda de aves, suínos, peixes e até bovinos.

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