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Agronegócio

Realeza árabe quer tirar Burger King da Bolsa de Valores do Brasil

Família estuda encerrar investimentos da B3, ao mesmo tempo em que pretende criar um novo pregão no país

Mohammed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi | Foto: Montagem/Artur Piva/Revista Oeste

A Família Real de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos, está prestes a retirar uma de suas companhias da Bolsa de Valores do Brasil (B3). Trata-se da Zamp, dona dos direitos sobre quatro das maiores redes de fast-food no país — entre elas, o Burger King.

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Por meio de um comunicado publicado nesta segunda-feira, 26, a empresa informou que estuda fazer uma oferta pública de compra de ações para fechar o capital da Zamp. De acordo com o texto, a decisão final ainda não foi tomada. Contudo, em 2024, o fundo de investimentos controlado pela realeza tem a intenção de abrir mais uma bolsa de valores no Brasil — e o novo pregão pode abrigar a franqueadora das lanchonetes no futuro.

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Para concretizar a saída, os árabes estimam pagar valores entre R$ 3,30 e R$ 3,50 por ação. Caso a projeção se confirme, a decisão pode custar quase R$ 405 milhões — uma fração do faturamento da Zamp.

Somente no primeiro trimestre de 2025, a companhia faturou R$ 1,1 bilhão — ou seja, quase três vezes o custo estimado para sair da B3. Entretanto, os custos superaram a receita: o caixa encerrou o período com R$ 93 milhões de prejuízo.

A receita vem da exploração das marcas Burger King, Subway, Popeyes e Starbucks no Brasil. Juntas, as redes têm 2,7 mil lojas no país — cerca de 33% pertencem diretamente à Zamp.

O fundo da Família Real de Abu Dhabi

Assim como em outros investimentos, os árabes controlam seus ativos por meio do Mubadala — um fundo soberano com tentáculos pelo globo que envolve operações em diversos setores. E, do mesmo modo que no restante do mundo, as operações brasileiras não se limitam ao varejo de alimentos prontos.

A carteira local envolve o controle, por exemplo, de empresas como o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, a refinaria de petróleo e biocombustíveis na Bahia e o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos, entre outros. E, como dito anteriormente, há a perspectiva de mais um grande negócio no portfólio brasileiro da Família Real de Abu Dhabi: uma nova bolsa de valores, com sede no Rio de Janeiro.

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