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Agronegócio

São Paulo faz homenagem a um dos pais do moderno agro brasileiro

Roberto Rodrigues recebe o Colar de Honra ao Mérito Legislativo na Alesp

Cerimônia em homenagem a Roberto Rodrigues na Alesp | Foto: Rodrigo Romeo/Alesp

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) homenageou o professor Roberto Rodrigues, 82 anos, na segunda-feira 2. Ministro da Agricultura entre 2003 e 2006, ele é reconhecido como um dos pais do moderno agronegócio brasileiro por contribuições em momentos-chave para o setor.

A Alesp lhe concedeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo — o mais importante reconhecimento concedido pela Assembleia. A indicação foi do deputado Estadual Barros Munhoz (PSDB).

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Formado em engenharia agronômica pela Universidade de São Paulo (USP), desde 2012 Roberto Rodrigues é embaixador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura para o Cooperativismo. Esse modelo é uma das chaves para a produção agropecuária brasileira.

Leia também: “‘O Brasil lidera o mundo em energia renovável e produção de alimentos’”, entrevista concedida por Roberto Rodrigues à Edição 181 da Revista Oeste

Durante a cerimônia, ele lembrou que o agro nacional tem a capacidade de resolver grandes dilemas enfrentados hoje pela humanidade. Ele acredita que a produção nessa parte do globo é capaz de resolver os que chama de quatro cavaleiros do apocalipse. São eles: “segurança alimentar, segurança energética, mudanças climáticas e desigualdade social”.

“O Brasil é quem pode liderar o processo global que acabe com os quatro cavaleiros do apocalipse”, disse. “É o único país do mundo que desenvolveu tecnologia para agricultura tropical sustentável, que é perfeitamente replicável no cinturão tropical. Impressiona-me isso não ter eco. O mundo precisa que a gente o alimente.”

Algumas contribuições de Roberto Rodrigues para o agro brasileiro

As contribuições para o agro brasileiro incluem, entre outros feitos, os primeiros estudos que resultaram no proálcool na década de 1970. Hoje, o etanol produzido pelas usinas é uma das principais fontes de energia para o país. Antes disso, ele propôs a rotacionar soja e cana-de-açúcar na década de 1960 — uma ferramenta que impulsionou duas das principais culturas do país.

Anos depois, na década de 1980, ele se juntou a Alysson Paolinelli, então ministro da Agricultura, e Flávio Telles de Menezes, presidente Sociedade Rural Brasileira, para fundar a Frente Ampla da Agropecuária. A iniciativa impulsionou a representatividade do setor em Brasília.

Na década de 1990, foi Secretário de Agricultura e do Abastecimento do Estado de São Paulo. No cargo, criou a Agrishow na cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista. O evento se tornou uma das maiores feiras mundiais sobre agronegócio. Roberto Rodrigues também criou a FGV Agro, uma das instituições referência para estudos sobre o setor.

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2 comentários
  1. Claudio Haddad
    Claudio Haddad

    DANIEL( abaixo) , O EX MINISTRO NÃO FOI UM OPORTUNISTA NO GOVERNO LULA, MAS UM TECNICO EXCEPCIONAL E HONESTO NAQUELE BOLO DE MINISTROS SEM PEDIGREE., O MINIMO QUE SE PODERIA ACUSA-LO, SERIA DE EMPRESTAR CREDIBILIDADE A UM GOVERNO DECADENTE

  2. Daniel
    Daniel

    Não acredito nesse sujeito! Foi oportunista ao aceitar ser Ministro do Ladrão!!

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