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Agronegócio

Setor de suco de laranja espera prejuízo de mais de 30% com tarifas dos EUA

A receita anual do setor na safra 2023-2024, que foi de US$ 2,51 bilhões, o que equivale a R$ 14,056 bilhões, poderá diminuir em R$ 4,3 bilhões

Suco de laranja tarifas EUA
Soma total dos impostos pagos pelo setor pode saltar de US$ 393,6 milhões para US$ 1,3 bilhão | Foto: Reprodução/Unplash

O setor brasileiro de suco de laranja enfrenta a perspectiva de um prejuízo substancial de R$ 4,3 bilhões (US$ 792 milhões). A causa é a implementação de tarifa de 50% sobre as exportações para os Estados Unidos (EUA), com vigência a partir de 1º de agosto. O governo brasileira ainda busca uma negociação.

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A receita anual do setor na safra 2023-2024, que foi de US$ 2,51 bilhões, o que equivale a R$ 14,056 bilhões. O prejuízo estimado de R$ 4,3 bilhões representa, portanto, 30,59% da receita anual do ano passado.

Esse montante foi calculado pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), com dados do Secex, e considera a performance da safra mais recente, já incluindo as taxas de acesso ao mercado que estavam em vigor.

No atual cenário global, a soma total dos impostos pagos pelo setor pode saltar de US$ 393,6 milhões para US$ 1,3 bilhão. Esse valor abrange os principais mercados consumidores do suco brasileiro: EUA, União Europeia, Canadá, Japão, China, Reino Unido, Noruega, Suíça e Rússia.

Os EUA foram o segundo maior destino do suco brasileiro na safra 2024-2025, respondendo por 41,7% do total exportado, apenas atrás da Europa.

Projeção das tarifas dos EUA

O Brasil embarcou para o mercado norte-americano 307.673 toneladas do produto, o que gerou uma receita de US$ 1,31 bilhão. Atualmente, a tarifa fixa cobrada sobre as exportações para os EUA é de US$ 415 por tonelada, resultando em US$ 142,4 milhões na última safra.

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A CitrusBR estima que o impacto total chegue aos já citados US$ 792 milhões, uma projeção que leva em conta a aplicação cumulativa da nova alíquota de 50% somada a uma taxa adicional de 10% anunciada em abril.

Mesmo que a nova tarifa substitua a anterior de 10%, o impacto continuaria sendo expressivo. “Haveria um aumento estimado de US$ 635 milhões por safra, o que representa um crescimento de 345,8% em comparação com o cenário atual”, informou a entidade.

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