A União Europeia (UE) enviará ao Brasil uma lista de informações adicionais sobre questões sanitárias ligadas à exportação de produtos de origem animal.
O movimento ocorre depois de o bloco excluir o Brasil, nesta terça-feira, 12, da lista de países autorizados a exportar carne e outros produtos de origem animal para o mercado europeu.
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A medida, validada pelos Estados-membros da União Europeia, estabelece quais países poderão continuar acessando o mercado europeu a partir de 3 de setembro deste ano, com base no Regulamento (UE) 2019/6.

O Brasil terá cerca de duas semanas para responder aos novos questionamentos apresentados pelos europeus. A afirmação é de Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
União Europeia quer provas sobre uso de antimicrobianos
O tema foi discutido durante reunião entre o embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, e representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia.
Segundo a decisão sanitária do bloco, o Brasil precisará fornecer garantias sobre a não utilização de substâncias voltadas ao crescimento ou aumento de rendimento animal na pecuária.
A União Europeia proíbe o uso de determinados antimicrobianos para promoção de crescimento animal. Essas substâncias são utilizadas para tratar e prevenir infecções em rebanhos, mas também podem acelerar o ganho de peso e o rendimento da produção.
Entre os medicamentos citados estão virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina.
As novas informações solicitadas pelo bloco europeu tratam principalmente da apresentação de provas de rastreabilidade e segregação da produção destinada ao mercado europeu.
Na avaliação do governo brasileiro, a revisão da medida não exigirá nova auditoria internacional no sistema sanitário nacional. A discussão deve ocorrer apenas por meio da troca de documentações técnicas. A decisão europeia abrange carnes, ovos, mel e animais vivos.
Brasil tenta evitar perda de quase US$ 2 bilhões
O governo brasileiro tenta reverter a medida antes da entrada em vigor das restrições, prevista para setembro. Com a exclusão, o Brasil pode perder até US$ 2 bilhões por ano em exportações ao mercado europeu.
O Comitê Permanente para Plantas, Animais e Ração da Comissão Europeia, que atualiza a lista de exportadores autorizados de produtos de origem animal, aprovou a decisão.
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ESSE SEMPRE FOI O MODUS OPERANDI DA UNIÃO EUROPÉIA…..
ACENAM COM UMA MÃO E DÃO TAPA COM A OUTRA !
NEGOCIAR COM BLOCO SEMPRE FOI UM GRANDE PROBLEMA !
A HITÓRIA PROVA QUE NEGOCIAÇÕES INDIVIDUAIS SEMPRE FORAM MAIS EFETIVAS !
DÁ MAIS TRABALHO , ENVOLVE MAIS GENTE , MAS É MAIS EFTIVA !