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Agronegócio

União Europeia oficializa veto à carne brasileira

O bloco econômico retirou o Brasil da lista de exportadores autorizados devido à falta de dados

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O bloco europeu ocupa o posto de segundo maior comprador de todas as carnes do Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A União Europeia oficializou na última sexta-feira, 5, a exclusão do Brasil da lista de nações autorizadas a vender produtos de origem animal para o bloco. A sanção interrompe os embarques de carne bovina, frango, cavalo, peixe, tripas e mel a partir do dia 3 de setembro deste ano. O documento oficial aponta que o governo brasileiro falhou ao não enviar os relatórios exigidos sobre o controle de antimicrobianos nos rebanhos.

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A decisão de Bruxelas pune o país pela falta de comprovação de regras contra o uso excessivo de remédios e hormônios de crescimento na engorda do gado. Vizinhos do Mercosul como Argentina, Uruguai e Paraguai mantiveram as suas certificações e continuam livres para vender ao mercado europeu. A liderança da Comissão Europeia para a Saúde informou que o Brasil pode recuperar o selo logo que apresentar as defesas técnicas exigidas.

Veto atinge segundo maior mercado das proteínas do país

A punição atinge em cheio as contas do agronegócio nacional. O bloco europeu ocupa o posto de segundo maior comprador de todas as carnes do Brasil, ficando atrás apenas da China. No segmento específico de cortes bovinos, os países da comunidade europeia aparecem na terceira posição em faturamento, superados pelos chineses e pelos Estados Unidos.

As normas europeias proíbem substâncias como virginiamicina, avoparcina, cacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina na ração animal. O Ministério da Agricultura tentou se antecipar ao problema em abril com uma portaria que proibiu a fabricação e o uso de parte desses componentes. Especialistas alertam que o retorno ao mercado exige a proibição em lei das substâncias restantes ou um sistema caro de rastreamento individual do gado.

Entidades do setor prometem entregar relatórios a Bruxelas

As associações de exportadores minimizaram o tamanho do estrago e afirmaram que o país possui um dos modelos de vigilância sanitária mais rígidos do planeta. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) declarou que os frigoríficos nacionais atendem aos protocolos internacionais e vendem para mais de 170 países sem enfrentar problemas graves.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prometeu enviar os dados técnicos ao bloco econômico antes do prazo final de setembro para reverter o bloqueio comercial. A entidade assegurou que os produtores nacionais de aves e suínos cumprem as normas de segurança de alimentos e prometeu trabalhar junto com os técnicos do governo federal para restabelecer os envios.

Leia também: “Preço dos alimentos deve subir 7% com guerra e El Niño”

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Deu ruim, Joesley e Wesley, bocas ricas. Aguarde o tranco americano de Trump.

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