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Agronegócio

Vale derruba o caixa da Cosan

Do sonho ao pesadelo, gigante fecha o ano no prejuízo

O empresário Rubens Ometto | Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Infelizmente, fizemos o investimento na Vale”, afirmou Rubens Ometto em um evento do Banco BTG Pactual, alguns dias antes de a Cosan, empresa que ele preside, publicar os resultados das operações de 2024. O aporte na mineradora fazia parte de um “sonho”, como o próprio empresário definiu. Contudo, o resultado foi um desafortunado pesadelo.

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Publicado na segunda-feira, 10, o balancete da Cosan revela um prejuízo de R$ 9,5 bilhões. De acordo com o documento, aproximadamente R$ 5 bilhões em perdas vieram da participação na mineradora. É um quadro bem diferente de um ano antes, quando a empresa liderada por Ometto gerou um lucro de R$ 1 bilhão.

Portfólio da Cosan

Com origem no agronegócio, a companhia tem um portfólio de investimentos que se estende por outros ramos, entre eles logística, produção de lubrificantes e a Raízen — um gigante mundial formado por meio de uma parceria com a Shell, que produz e vende combustíveis e energia, além de controlar a rede de minimercados Oxxo no Brasil.

Valia

Em 2022, Ometto decidiu ampliar o leque de investimentos e adquiriu 4,9% das ações da Vale. O negócio movimentou R$ 16 bilhões. Contudo, o investimento demandou empréstimos com custo atrelado às variações na taxa de juros. No fim das contas, os papéis precisaram ser vendidos com prejuízo.

“Quando a gente fez o investimento, contava com uma taxa de juros em 8% ou 8,5%, e isso fez com que a gente não conseguisse manter o portfólio na Vale”, reconheceu o empresário na mesma conferência do BTG. “É uma empresa fantástica, maravilhosa, gosto muito dela. Mas nós abortamos a operação, é o tombo que a gente leva.”

A primeira venda aconteceu em abril de 2024. Das 220,4 milhões de cotas adquiridas, 33,5 milhões foram vendidas. Em janeiro de 2025, a Cosan abriu mão de outras 173 milhões de cotas.

Quando a compra aconteceu — em 2022 — o valor era de R$ 70 por ação. No momento da última venda, em janeiro de 2025, a cotação estava em R$ 52 — ou seja, 30% a menos que no momento da aquisição.

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3 comentários
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    A Cosan quase detêm o monopólio do álcool no Brasil.
    O Brasil é o maior produtor de álcool do mundo, mas exporta massivamente e aqui dentro, um produto que deveria ser mais barato é vendido bem acima do preço. Eles colocam sempre no teto de 70% do preço da gasolina. Talvez, se vendessem pelo preço justo, seria próximo de 45%.
    E só vendem aqui por questões de políticas e leis públicas que garantem isso.
    Outro ponto interessante é que a Cosan eliminou centenas de pequenos produtores e comprou dezenas de outros, usando sua máquina endinheirada para isso.
    Além disso, é oportunista: ajudou Dilma, Temer, Bolsonaro e por fim, o Lula.
    Agora foi vítima da mesma coisa que ela causou à milhares de pessoas. Pois que sofra, afinal, o capitalismo é assim mesmo.

  2. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    CHORA, NAO !! ESSE AI FOI UM DOS QUE FIZERAM O L. ENGOLE O CHORO.

  3. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    CHORA, PTISTA!! NAO FOI VC UM DOS QUE FIZERAM O L?? AGORA ENGOLE O CHORO.

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