5 fatos sobre o aparelhamento da Fiocruz

Instituição se aproxima cada vez mais de tendência à esquerda
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Sede na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro | Foto: André Az (CCS/Fiocruz)
Sede na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro | Foto: André Az (CCS/Fiocruz)

Criada com o intuito de produzir soro e vacina contra a peste bubônica, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fundada há 121 anos, deveria ser um órgão técnico, que prima pela ciência e pela produção de conhecimento, sem bandeiras nem paixões políticas. Entretanto, uma reportagem publicada no jornal Gazeta do Povo relaciona uma série de condutas que escancararam a influência político-ideológica da fundação e mostra como a instituição se aproxima cada vez mais de uma tendência à esquerda.

Presidente da fundação tem histórico com o Partido dos Trabalhadores (PT)

A atual presidente da Fundação Oswaldo Cruz é Nísia Trindade Lima, que tem ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Ela foi eleita em 2017 e, neste ano, reconduzida ao cargo. Para garantir sua permanência, ela contou com a costura política de deputados como Paulo Teixeira, Afonso Florence e Chico D’Angelo, todos do PT, que chegaram a se reunir com o então ministro da Saúde, Ricardo Barros, para pedir sua nomeação. Apesar de Nísia ter liderado a votação (87% dos votos válidos), o então presidente Michel Temer poderia ter optado por qualquer um dos três candidatos mais votados.

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Nísia não tem formação acadêmica na área de ciências biológicas ou medicina: ela possui graduação e doutorado em Sociologia, com mestrado em Ciência Política.

Parcerias com grupos revolucionários

Entre os projetos mantidos pela Fiocruz está o Agenda Jovem, responsável por produzir debates periódicos. Detalhe: o Agenda Jovem é uma parceria da Fiocruz com o Levante Popular da Juventude, uma organização marxista. Em sua página na internet, o Levante se define da seguinte maneira: “Nossa inspiração tem vínculo profundo com a Esquerda Revolucionária que por meio da construção de um marxismo vivo deu origem à luta armada contra a ditadura no Brasil, à Teologia da Libertação, à revolução cubana, à revolução nicaraguense e outras experiências de libertação nacional na Ásia e África”.

O grupo revolucionário ficou conhecido por protestos e ações de vandalismo. O Levante já depredou e pichou casas de supostos torturadores do regime militar. Em 2018, a organização jogou tinta sobre o prédio em que mora a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. O grupo também já pichou a casa de João Doria (PSDB) quando ele era prefeito de São Paulo. Em 2016, o Levante atirou glitter sobre o então deputado federal Jair Bolsonaro.

Em 2012, o grupo recebeu das mãos da presidente Dilma Rousseff uma menção honrosa no Prêmio de Direitos Humanos da Presidência da República. Neste ano, a Fiocruz e o Levante Popular da Juventude abriram um edital para a publicação de um livro em conjunto.

Ataques ao governo do presidente Jair Bolsonaro

Ainda neste ano, a Fiocruz realizou uma transmissão ao vivo que contou com a participação dos pesquisadores da Fundação Sonia Fleury e Assis Mafort. Durante sua fala, Sonia definiu o governo Bolsonaro como “autoritário” e “negacionista” e afirmou que o presidente tem o apoio de milícias. “Parte de apoio de suas bases (…) são os fanáticos bolsonaristas e também os neopentecostais, as milícias, e todos esses grupos que o apoiam e que exercem certo controle moral ou coercitivo sobre a população”, disse ela. A pesquisadora ainda acusou a família Bolsonaro de disseminar o boato de que a vacina contra a covid-19 carrega um chip — a informação é falsa, mas não foi divulgada pelo presidente nem por seus familiares.

Estímulo à adoção de linguagem neutra

A Fiocruz é uma das organizadoras de uma série de debates chamada de “Roda de Conversa Universitárixs Faveladxs” — o uso do “x” em vez do “o” é uma tentativa de adotar a linguagem neutra, sob o argumento de que a língua portuguesa é machista e não inclui grupos como as pessoas transexuais.

Ideologia de esquerda em congressos e documentos da instituição

O mais recente congresso interno da entidade, realizado em 2017, e já sob o comando de Nísia Trindade Lima, produziu um documento com diretrizes para a atuação da fundação nos anos seguintes. Entre as orientações, há trechos com ataques ao “neoliberalismo” e ao “capital rentista”: “A crise econômica, o deslocamento do discurso de hiperglobalização para nacionalismos protecionistas, a exacerbação de fundamentalismos, intolerâncias e conflitos e, como grande determinante disso tudo, o reforço do neoliberalismo e domínio do capital rentista e financeiro são claramente contraditórios com os valores da Agenda 2030”. A Agenda 2030 é uma lista com objetivos traçados pela Organização das Nações Unidas para serem atingidos até 2030.

O documento também lamenta o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a política fiscal do governo Michel Temer, além de incluir ataques à “elite brasileira e internacional”.

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