A possibilidade cada vez mais real de um Pearl Harbour cibernético

Biden avisou no recente encontro com Vladimir Putin que os EUA vão reagir se os ataques atravessarem a 'linha vermelha'
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Na condição de vice-presidente de Obama, Biden se encontra com Putin em 2014
Na condição de vice-presidente de Obama, Biden se encontra com Putin em 2014 | Foto: Divulgação/Casa Branca

A nova edição europeia da revista Newsweek pôs na sua capa uma possibilidade assustadora: a de uma guerra entre os Estados Unidos e a Rússia provocada por uma ação de hackers. A revista compara essa perspectiva com o ataque dos japoneses realizado em 1941 à base de Pearl Harbour, no Havaí, que levou os EUA a declarar guerra ao Japão.

A matéria lembra que os japoneses sabiam que teriam uma resposta em 1941. Mas que o Kremlin não reconhece os ataques de hackers que agem a seu serviço. Como o recente ataque ao complexo Colonial Pipeline, que interrompeu o fornecimento de gás à região sudeste dos EUA. Investigações do governo norte-americano concluíram que agência russa de inteligência SVR estava por trás do ataque.

pearl harbor
Foto: Reprodução/Newsweek
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No recente encontro com Vladimir Putin, o presidente Joe Biden avisou que os EUA vão reagir se os ataques atravessarem a “linha vermelha”. E essa linha é a morte de cidadãos norte-americanos. Um ataque em larga escala poderia derrubar a rede elétrica de boa parte dos Estados Unidos, potencialmente provocando “milhões” de mortos. Aparentemente, Putin parece disposto a dialogar para evitar uma catástrofe.

Brian Harrell, ex-diretor-assistente da CISA (órgão de ciberdefesa dos EUA), declarou à Newsweek: “Se um Estado-nação adversário puser os pés em nosso território, e fisicamente destruir nossa infraestrutura, deveríamos encarar isso como um ato de guerra”. E um ato de guerra não se responde apenas com um cibercontra-ataque. Um precedente já aconteceu em 2015, quando os Estados Unidos bombardearam a casa de um hacker na Síria que estava a serviço do Estado Islâmico.

Leia também: “O desastre dos megavazamentos de dados”, reportagem publicada na Edição 48 da Revista Oeste

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