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Restaurantes e transportes lideram acordos trabalhistas em março

Setor de serviços faz disparar a procura por acordos trabalhistas em março.
Kate Townsend / Unsplash
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Uso da Medida Provisória 936  ainda não entrou na conta, porque ela só foi instituída em abril. Acertos foram maiores no setor de serviço devido ao confinamento social do coronavírus

Kate Townsend / Unsplash

De acordo com o boletim Salariômetro, divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas nesta quarta-feira, 225 acordos trabalhistas foram firmados no último mês de março no Brasil.

  • Bares, restaurantes, hotéis e serviços de turismo foram responsáveis por 22% desses acordos.
  • Transportes responderam por 21,6%.
  • E o comércio ficou com uma fatia de 12,9% do total.

Todos essas áreas foram diretamente afetadas pela crise da covid-19 que desembarcou no país durante o mês. Os acordos foram firmados antes da promulgação da Medida Provisória 936 que prevê que o governo entre com uma contrapartida no caso de reduções de jornadas e suspensões de contratos, sem a necessidade de interferência de sindicatos.

Segundo o Salariômetro, as causas mais negociadas em março foram redução de jornada e salário, suspensão de contrato e antecipação de férias coletivas. Quando a diminuição do tempo de trabalho era o tema, ele caía em média 50%. Pernambuco, Paraná e São Paulo foram os que mais tiveram negociações.

Do total, 192 acordos foram coletivos, válidos para uma determinada empresa, enquanto outros  63 foram alterações de convenções coletivas, que valem para uma categoria inteira de uma região geográfica, todos negociados por sindicatos.

 

 

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2 comentários

  1. Essa contrapartida ofertada pelo governo federal auxiliou muito. Só na minha família, evitou duas demissões. As empresas precisam de ajuda mesmo.

  2. O governo precisa esclarecer a população sobre está contrapartida. Conheço pessoas que fizeram o acordo e ignoravam totalmente que o governo é que estava arcando com a complementação. E ainda estavam reclamando do Bolsonaro!

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