publicidade
Brasil

Adesivos de capivara para crianças mostram cenas de violência e suicídio

Mães e comerciantes alertam para os produtos inadequados aos pequenos

Adesivo mostra capivara com faca sobre o pescoço de outra | Foto: TikTok/Reprodução
Adesivo mostra capivara com faca sobre o pescoço de outra | Foto: TikTok/Reprodução

Produtos escolares com estampas de capivara, popularizados como itens inofensivos para crianças, foram alvo de críticas por esconderem imagens de violência. Pais denunciam que figurinhas, canetas e cadernos trazem ilustrações perturbadoras, como capivaras apontando facas contra outros animais e com cordas no pescoço.

A influenciadora Karina Milanesi, mãe de duas meninas, compartilhou um vídeo nas redes sociais em que mostra o conteúdo de uma dessas canetas. “Ela chegou da escola falando: ‘Mãe, na minha caneta, a capivara está tentando machucar a outra com uma faca’”, contou. O vídeo conta com mais de 1,8 milhão de visualizações.

Receba nossas atualizações

Karina afirmou já ter visto um alerta anterior. “Uma moça de uma papelaria dizia: ‘Você compra esse caderninho e nem imagina o que tem dentro’”, relatou. “Depois, mostrou ilustrações de capivaras com faca, com serrote, e uma chorando com corda no pescoço.”

A comerciante Sylvia Gomes Leal, proprietária de uma papelaria, também alertou seus clientes. “São lindas, super fofas, mas olha só essa capivara com a faquinha no pescoço do amigo, outra com serrote, essa aqui com a corda no pescoço, chorando”, relatou. “Nós somos responsáveis por aquilo que colocamos dentro da nossa casa.”

Capivara pode ter sido alvo de cultura para adultos

A moda da capivara, tida como símbolo de tranquilidade, virou febre entre crianças. No entanto, acredita-se que parte desses produtos tenha sido inspirada em um estilo comum em países asiáticos, especialmente no Japão, onde o contraste entre o “fofo” e o “macabro” é popular entre adultos — e é chamado de kimokawaii.

O termo é uma junção das palavras japonesas kimochi warui (nojento ou perturbador) e kawaii (fofo), e define uma estética que mistura o adorável com o estranho, o grotesco ou o macabro. Popular principalmente entre jovens, a tendência desafia a ideia tradicional de fofura e propõe um olhar mais ambíguo e provocativo sobre o que pode ser considerado “bonito”.

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

O kimokawaii pode aparecer em personagens de pelúcia com ferimentos ou olhos estranhos, desenhos de criaturinhas sorridentes mas cercadas por sangue, ou até mesmo roupas e acessórios que simulam órgãos humanos com cores vibrantes e estilo infantil.

Esse contraste entre o fofo e o perturbador é comum em nichos da moda alternativa japonesa, como o yami kawaii (fofo sombrio), que retrata temas como dor emocional, depressão e morte com uma estética doce e colorida.

Leia mais:

Embora o kimokawaii tenha nascido como subcultura, sua influência se espalhou para o design de produtos, animações independentes, jogos e até campanhas publicitárias. No Ocidente, começa a ganhar visibilidade por meio de redes sociais e produtos importados, especialmente entre consumidores que se interessam por estéticas excêntricas e fora do comum.

No entanto, seu conteúdo nem sempre é adequado para todas as idades — e quando personagens fofinhos são usados em contextos violentos ou sinistros, podem gerar confusão entre pais e educadores quanto ao público-alvo desses produtos.

Leia também: “A normalização da selvageria”, artigo de Brendan O’Neill publicado na Edição 190 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    A tua mãe foi um erro de capivara vadia, colocou-te no mundo pelo buraco errado nascendo uma zebra!

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Outra mula relinchante de emojis detectada! Volte a fumar sua pedra e pare de comentar asneiras…

  3. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    DOE UM NEURONIO
    AJUDE A SALVAR UM COMUNISTA DE AFOGAR-SE COMENTANDO MERDA.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.