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Banqueiro de esquerda viaja para Cuba em documentário dirigido por ex-paquita

Ex-sócio do banco Pactual lançou o documentário que romantiza o regime cubano e minimiza o sofrimento da população

Eduardo Moreira Juliana Baroni filme Vai para Cuba
Eduardo Moreira é marido de Juliana Baroni, diretora do documentário | Foto: Divulgação/Léo Orestes

O banqueiro Eduardo Moreira, ex-sócio do banco Pactual, lançou o documentário Vai pra Cuba, Eduardo! em fevereiro deste ano. O filme, dirigido por sua mulher, Juliana Baroni, ex-paquita do Xou da Xuxa, romantiza o regime cubano e minimiza o sofrimento da população, informa a Gazeta do Povo.

A obra foi produzida pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), fundado por Moreira, que visa a expandir suas atividades em jornalismo e documentários.

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O ICL começou como uma plataforma de cursos progressistas on-line, mas agora busca competir com a produtora conservadora Brasil Paralelo.

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Em tom escolar, prossegue a Gazeta, o documentário reforça todos os clichês possíveis sobre as supostas conquistas da revolução.

A inclusão do youtuber Felipe Neto como sócio do ICL demonstra a intenção de ampliar seu alcance. Vai pra Cuba, Eduardo! é sua primeira produção internacional e foi lançada oficialmente no YouTube em 13 de agosto, aniversário de Fidel Castro.

No documentário, Moreira e Baroni preparam as malas para a viagem enquanto ele narra sua transformação de empresário milionário para um “consciente”. “De repente eu surgi com uns papos estranhos”, diz Moreira.

“Em vez de grana, eu estava querendo saber de MST. Virei um traidor de classe. E sempre que aparece um, ele tem que ser aniquilado.”

Encontro com Frei Betto

No aeroporto, eles se encontram com Frei Betto, ex-assessor especial do presidente Lula (PT-SP) e divulgador da Teologia da Libertação. Frei Betto, admirado por Fidel Castro, atua como guia da equipe durante a viagem a Cuba.

O documentário, apesar de mostrar brevemente filas para comida e problemas com lixo, defende o regime comunista sem críticas. Moreira descreve com fascínio sua experiência em Cuba. Compara a ilha a uma “Disneylandia comunista”.

Temas abordados superficialmente

O filme discorre sobre temas como eleições e a possibilidade de abrir comércios e comprar imóveis, mas de forma superficial. Na realidade, há apenas um partido, e a propriedade privada é limitada e cara, acrescenta o jornal.

O documentário inclui entrevistas com deputados, intelectuais e o ditador Miguel Díaz-Canel, além de cidadãos aparentemente forçados a elogiar o regime. Depois da estreia no YouTube, Moreira, Baroni e Frei Betto participaram de uma discussão ao vivo.

Discussão ao vivo e comparações controversas

Leonardo Boff, principal expoente da Teologia da Libertação, também contribuiu de forma remota. Durante o bate-papo, Betto comparou Che Guevara a Jesus Cristo e defendeu o regime cubano.

“Cuba tem uma democracia socialista”, afirmou Frei Betto.

“Ela é muito mais verdadeira do que a capitalista, que é uma farsa. Aqui no Brasil todos temos o direito de escolher nossos dirigentes, porém o trabalho deles raramente é feito para todos, somente para os segmentos privilegiados.”

Justificativas para as restrições em Cuba

Moreira justificou a falta de internet em Cuba: “Em Cuba, um aperto de mão ou um abraço valem mais do que uma selfie para postar no Instagram”.

Ele também defendeu as restrições para deixar o país: “Essas pessoas foram treinadas e formadas a vida inteira com recursos de toda a comunidade. É justo que se crie um controle sobre a saída delas”.

Betto complementou: “Liberdade [de ir e vir], no Brasil, é para uma minoria que tem recursos”, comentou.

“Sua faxineira não pode tirar férias em outros Estados, porque não tem dinheiro para isso.” Ele ainda comparou Che Guevara a Jesus Cristo:

“Depois da revolução, Che se dedicou a libertar outros povos. Foi para a Bolívia e lá sacrificou a própria vida. Isso me faz lembrar de Jesus, que disse: ‘Eu vim para que todos tenham vida’.”

Controvérsias e críticas

O documentário de Moreira e Baroni provocou controvérsias por sua visão idealizada de Cuba. Críticos argumentam que a obra ignora as dificuldades enfrentadas pela população, como a repressão política e a escassez de recursos básicos.

A produção do ICL é vista como uma tentativa de romantizar um regime, que, segundo estimativas, pode ter causado a morte de quase 100 mil pessoas nos últimos 65 anos.

A abordagem do documentário também coloca questões sobre a representação da realidade em produções audiovisuais e o papel da mídia na formação da opinião pública.

Debates sobre liberdade de expressão

A defesa do regime cubano por figuras públicas, como Moreira e Betto, contrasta com as denúncias de violações de direitos humanos na ilha. Traz à tona debates sobre liberdade de expressão e responsabilidade social.

Com a inclusão de Felipe Neto como sócio do ICL, a expectativa é que a produtora continue a expandir seu alcance e influência. A meta é produzir mais conteúdos alinhados com essa visão progressista.

O sucesso ou fracasso de Vai pra Cuba, Eduardo! pode determinar os rumos futuros da instituição e sua capacidade de competir com outras produtoras de conteúdo brasileiras.

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9 comentários
  1. Eduardo
    Eduardo

    Os idiotas dominarão o mundo.
    Não porque sejam espertos ou inteligentes, mas porque são muitos.
    Esse cara é um herdeiro. Pode se dar ao luxo de fazer muita merda.

  2. Prof Dr HPK
    Prof Dr HPK

    Mais um débil mental que quer parecer bom moço… mal sabe ele que esta fórmula é mais que conhecida.
    Fazer um documentário é fácil…. Que vá definitivamente para Cuba e viva como um cubano, calhorda !

  3. Fernando MB
    Fernando MB

    Banqueiro de esquerda, Cuba e Paquita na mesma frase é muita informação para uma única chamada.

  4. Christian
    Christian

    Quero ver ele vivendo com o povão que tem que limpar com jornal quando não tem palel higiênico.
    Não dá para pedir que o Che passe a lamber….

  5. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Na frente das câmeras, Cuba. Por trás das câmeras, Estados Unidos.

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