Em uma semana, as fortes chuvas no Estado de São Paulo resultaram em sete mortes confirmadas pela Defesa Civil. Desde quarta-feira 10, diferentes municípios paulistas registraram vítimas em decorrência de desastres relacionados ao clima.
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Nesta terça-feira, 16, dois homens morreram em Ilhabela, litoral norte, ampliando o número de óbitos. Outras mortes ocorreram em Campos do Jordão, onde um homem foi soterrado em um deslizamento; na zona leste da capital paulista, uma mulher morreu depois da queda de um muro; em Guarulhos, uma mulher perdeu a vida por causa da queda de uma árvore; em Juquitiba, um homem sofreu descarga elétrica; e em Bauru, um homem foi arrastado pela correnteza ao cair em um rio.
Depois de chuvas, buscas continuam em São Paulo
As chuvas intensas também provocaram o desaparecimento de um homem em Guarulhos depois de seu carro ser arrastado para um córrego, na tarde de terça-feira. O Corpo de Bombeiros segue com as buscas pelo desaparecido, conforme informou a Defesa Civil.
Nesta quarta-feira, 17, o clima amanheceu instável, com temperaturas mais baixas e chuvas esparsas no Estado. O litoral norte foi especialmente impactado por altos volumes de precipitação. Já o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana da capital podem enfrentar chuvas leves, enquanto áreas próximas à divisa com Minas Gerais têm previsão de pancadas moderadas a fortes.
No restante do Estado, o céu permanece parcialmente encoberto e há chance de chuvas fracas. A Defesa Civil alerta ainda para possíveis rajadas de vento em todo o território paulista. A Operação Chuvas, iniciada em 1º de dezembro, está prevista para seguir até 31 de março de 2026.
Prejuízos no abastecimento de energia
O abastecimento de energia também foi prejudicado pelas tempestades. Mais de 46 mil imóveis ficaram sem luz na manhã desta quarta-feira, especialmente na capital, onde 28,7 mil endereços estavam sem eletricidade, segundo a Enel. Em Osasco, 5,8 mil residências foram afetadas e, em São Bernardo do Campo, o número chegou a 4,3 mil.
O Estado enfrenta o problema oito dias depois de um ciclone extratropical provocar ventos de quase 100 km/h, deixando mais de dois milhões de imóveis sem energia e ocasionando um apagão que chegou a durar até cinco dias em algumas regiões.
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