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Coronavírus — Brasil, Economia

FMI prevê queda de 5,3% no PIB do Brasil em 2020

Crise provocada pelo coronavírus reverte tendência de alta anterior e faz FMI prever queda de 5,3% para PIB do Brasil.

Mediamodifier/ Pixabay

Se previsão se confirmar, resultado será o pior do país desde 1901. Fundo também prevê que economia global deve ter o pior desempenho desde a Grande Depressão

Mediamodifier/ Pixabay

A crise econômica global trazida pelo coronavírus deve levar o Brasil a ter seu pior PIB desde 1901, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A queda estimada para este ano é de 5,3%. Antes de a pandemia espalhar-se pelo mundo, a estimativa era de que o Brasil crescesse 2,2% em 2020.

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O resultado global também deve ser afetado por aquilo que os economistas estão chamando de a “Grande Quarentena”, e eles consideram que o PIB mundial deve cair pelo menos 3% este ano. Para o Fundo, os países desenvolvidos serão mais afetados pelo lockdown do que os emergentes. Enquanto nestes a queda do Produto Interno Bruto deve ficar, em média, em 1%, nos desenvolvidos a retração é mais acentuada: 6,1%.

Para a a economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, “a magnitude e a velocidade do colapso da atividade econômica que se seguiu à pandemia de covid-19 são algo diferente de tudo o que ocorreu em nossa vida. E há uma incerteza substancial sobre seu impacto na vida e no emprego das pessoas”.

Por isso mesmo, o FMI apontou, em seu último relatório, a necessidade de medidas monetárias e fiscais para manter a estrutura financeira global, garantir que trabalhadores tenham acesso a bens e que as empresas tenham a chance de sair da crise.

Nem tudo, porém, são más notícias. Para 2021, o Fundo avalia que haverá uma grande retomada econômica pós-pandemia, que fará com que países desenvolvidos cresçam até 6,6%, e emergentes, 4,5%. No Brasil, a alta deve ser de 2,9%.

“As rápidas e substanciais ações de política econômica adotadas em muitos países ajudarão a proteger pessoas e empresas, prevenindo um prejuízo econômico ainda mais severo e criando as condições para a recuperação”, finaliza Gita Gopinath.

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