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Corpos expostos no Rio de Janeiro foram adulterados para 'construção de narrativa'

Vídeos revelam quando moradores de complexos tiram roupas camufladas de mortos durante operação

comando vermelho-operação-rio de janeiro-Tomaz SilvaAgência Brasil
Para especialistas em segurança pública, exposição de mortos sem roupa serve para fortalecer a narrativa de que traficantes são vítimas | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

As imagens de dezenas de corpos expostos no Rio de Janeiro tomaram conta dos noticiários nesta quarta-feira, 29. Os registros chamaram atenção, pois grande parte deles apareceu apenas de roupa de baixo. Agora, as autoridades cariocas afirmam que moradores dos complexos da Penha e do Alemão despiram os traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV) para alimentar a “guerra de narrativas”. O caso ocorre depois de uma operação da polícia que resultou em pelo menos 119 mortes.

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As suspeitas ganharam força depois de o governador Cláudio Castro (PL) compartilhar uma publicação que revela que os traficantes mortos estavam com roupas camufladas, geralmente usadas por Exércitos.

No vídeo, moradores das comunidades apareciam retirando as vestimentas dos corpos de suspeitos. “É revoltante ver até onde o crime é capaz de ir para tentar enganar a população”, escreveu Castro.

Parcela da população é cooptada para a “guerra de narrativas” no Rio de Janeiro

Para especialistas em segurança pública ouvidos por Oeste, os moradores agiram a mando dos traficantes para reforçar a versão de que todos os mortos eram inocentes. Eles, geralmente, são coagidos ou cooptados pelo crime. Felipe Curi, secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, corroborou a tese em uma entrevista coletiva e afirmou que vai investigar a ocorrência.

“Parece ter ocorrido uma espécie de ‘milagre’ com os corpos que estão aparecendo hoje”, disse Curi. “Esses indivíduos estavam na mata, equipados com roupas camufladas, coletes e armamentos.”

O coronel Alessandro Visacro, do Exército Brasileiro, compartilhou um dos vídeos divulgados por Castro. Ele afirma que o despir dos mortos representa mais um capítulo da “luta informacional”. Sobre o ato, o militar explicou a Oeste: “Isso é parte da construção de uma narrativa em torno da ideia de que a polícia é truculenta e violadora dos direitos humanos”.

Visacro afirma que nessas áreas, como o Alemão e a Penha, há a imposição de “zonas de silêncio”. “Aqueles que concordam com a polícia e se opõem à ocupação do tráfico não têm voz”, afirma o coronel. “Seus apelos são suprimidos pela força; aqueles que se predispõem a falar são mortos ou obrigados a fugir da comunidade.”

Leia também: “Defensoria do Rio de Janeiro afirma que operação deixou mais de 130 mortos”

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8 comentários
  1. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    TAVA TUDO DE CUECA NO MEIO DO MATO. A ÚLTIMA MODA AGORA NA FAVELA É ANDAR COM FUZI E VESTINDO SÓ CUECA. BRINCADEIRA….. A JAPA TAVA DE CALCINHA.

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    🇮🇱🇮🇱🇮🇱🇮🇱🇮🇱🇮🇱🇮🇱🇺🇲🇺🇲🇺🇲🇺🇲🇳🇮🇳🇮🇳🇮🇳🇮🇺🇸🇺🇸🇺🇸🇺🇸🇺🇦🇺🇦🇺🇦🇩🇪🇩🇪🇬🇧🇬🇧🇺🇾🇺🇾🇺🇾🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇦🇷🇦🇷🇦🇷

  3. Luiz Ricardo Assis
    Luiz Ricardo Assis

    Ahhh sim. Manipulados, mas não tiram o fato que foram assassinados pela polícia né rsrsrs. Como podem ser burros

    1. IVAN SEVERO DA SILVA
      IVAN SEVERO DA SILVA

      Manipulado deve ter sido a parteira , jogou a criança fora, e entregou você pra dona Assis.
      100 fuzis ,chupa minha rola , filho da puta

  4. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Não foram MORADORES que retiraram as roupas camufladas, Foram MILITANTES de partidos politicos que VILIPENDIARAM os cadaveres, roubar cadaver é crime de guerra

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