O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o empresário Nelson Tanure por suposto uso de informação privilegiada, em uma operação que envolve a Gafisa e a Upcon. O caso veio à tona nesta semana.
Embora a acusação tenha como foco a aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa, entre 2019 e 2020, o próprio texto da denúncia menciona estruturas financeiras e conexões que também aparecem em investigações paralelas relacionadas ao colapso do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e investigada na Operação Compliance Zero.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
Segundo o MPF, Tanure e o empresário Gilberto Benevides teriam atuado de forma coordenada para inflar artificialmente o valor de mercado da Upcon às vésperas do laudo de avaliação que definiu a troca de ações entre as empresas. A estratégia, conforme a acusação, envolveu aportes financeiros concentrados pouco antes da conclusão do negócio, com impacto direto na quantidade de ações da Gafisa a serem entregues aos controladores da empresa adquirida.
A denúncia descreve ainda o uso de fundos de investimento, offshores e operações de crédito intermediadas para, segundo os procuradores, ocultar a real participação de Tanure na operação e ampliar seu poder de influência dentro da Gafisa, sem ciência dos demais acionistas.
Conexão com o Banco Master entra no radar
É nesse ponto que o caso Gafisa passa a dialogar com outro eixo de investigação em curso. Relatórios da Polícia Federal e do próprio MPF apuram se Tanure teria exercido controle indireto sobre o Banco Master, apesar de não figurar formalmente no quadro societário da instituição.
Reportagem publicada na Edição 301 da Revista Oeste mostra que diversas empresas financiadas pelo Master, em especial companhias em recuperação judicial ou com dificuldades financeiras, pertenciam ou eram investidas por Tanure, incluindo a própria Gafisa, além de grupos como Oi e Light. A apuração também destaca a suspeita de que o empresário utilizaria uma rede de fundos para exercer influência indireta sobre o banco.

Um dos episódios que reforçou essa linha investigativa foi a valorização abrupta das ações da Ambipar em 2024. Em poucas semanas, os papéis tiveram alta superior a 800%, movimento que levou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a abrir investigação sobre possíveis operações coordenadas entre fundos associados ao Master e estruturas ligadas a Tanure, com suspeita de manipulação de mercado.
Para investigadores, esse tipo de operação poderia ter servido tanto para inflar patrimônio quanto para viabilizar garantias em outras transações estratégicas, inclusive leilões de ativos públicos.
Defesa pede envio do caso ao STF
Depois da apresentação da denúncia no caso Gafisa, a defesa de Tanure solicitou que o processo seja remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento central é que a peça acusatória faz referência a fatos e estruturas ligadas ao Banco Master, cujas investigações tramitam sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
Os advogados sustentam que há conexão processual e afirmam que o caso seja analisado no mesmo foro, sob sigilo. Também dizem que não há conclusão administrativa da CVM apontando ilicitude, nem indícios criminais identificados anteriormente pela Polícia Federal, além de alegarem que a operação envolvendo a Upcon foi comunicada ao mercado e aprovada pelos acionistas.
O MPF, por sua vez, pediu tramitação acelerada do processo, ao citar a proximidade do prazo prescricional em razão da idade dos investigados.






































Estranho isso. Eles não tem medo do STF, nosso guardião . Porque será?
Daqui a pouco, briga entre vizinhos vai parar no STF.
Só falta isso…
É isso ai Manda pro STF que entra em Sigilo absoluto e depois cai no Esquecimento e os Corruptos ficam Leve Livre e Solto rindo da Cara dos Brasileiros