A investigação do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ganhou novo capítulo neste domingo, 21. O dono de um imóvel em Praia Grande, litoral paulista, indicado como ponto de apoio do grupo criminoso, se entregou à polícia durante a madrugada, no Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.
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Identificado como William Marques, de 36 anos, ele compareceu acompanhado por um advogado. No sábado, 20, a Justiça já havia decretado sua prisão. O homem passa a ser o quarto suspeito detido por envolvimento na morte de Ruy Ferraz.
Agora, a Polícia Civil pretende ouvir o suspeito para obter detalhes sobre quem frequentou a casa, por quanto tempo e em quais circunstâncias. Segundo apurado pelo jornal Folha de S.Paulo, William Marques é irmão de um policial militar, mas, segundo as autoridades, o familiar não é investigado no inquérito.
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De acordo com a polícia, o imóvel de Marques foi o local onde Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos — já presa — teria retirado o fuzil utilizado na execução de Ferraz. Conhecida por envolvimento com tráfico de drogas e usuária de entorpecentes, Dahesly inicialmente negou saber o que transportava, mas depois admitiu que carregava a arma.
Demais presos
No sábado, 20, também em São Vicente, se apresentou à polícia Rafael Marcell Dias Simões, 42 anos, apelidado de Jaguar. A prisão dele, de caráter temporário, tem validade de 30 dias. A defesa afirmou à imprensa que provará sua inocência.
Um dia antes, na sexta-feira, 19, foi preso Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, de 38 anos, acusado de ajudar na fuga após os disparos. Além dos quatro presos, três estão foragidos, todos com mandados de prisão expedidos:
- Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, namorado de Dahesly, que teria pedido a ela o transporte do fuzil;
- Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, 33 anos, indicado como integrante do PCC; e
- Flávio Henrique Ferreira de Souza, 24 anos, sem antecedentes criminais.
A Secretaria da Segurança Pública afirmou em nota que “as forças de segurança seguem mobilizadas para identificar e prender todos os envolvidos no crime”.
Assassinato de Ruy Ferraz
O assassinato ocorreu na tarde de 15 de setembro, em Praia Grande, quando o carro de Ruy Ferraz foi alvejado com 29 disparos de fuzil ao deixar a prefeitura, onde atuava como secretário de Administração. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o ex-delegado tentou escapar, mas colidiu com dois ônibus.
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Pelo menos três homens mascarados e com coletes desceram de um veículo e atiraram contra Ferraz, que morreu na hora. Duas pessoas que estavam na rua ficaram feridas. Após o crime, o carro dos criminosos foi encontrado incendiado.
Ruy Ferraz, de 64 anos, foi delegado-geral da Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022, na gestão João Doria (PSDB-SP), e também dirigiu o Decap. Até a morte, ocupava o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.





































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