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Brasil

Duas massas polares e temporais no Sul marcam o inverno de 2026

Frio deve predominar em julho, enquanto fortalecimento do El Niño eleva risco de calor no fim da estação

O inverno começou oficialmente neste domingo, 21 | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
O inverno começou oficialmente neste domingo, 21 | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Duas massas de ar polar previstas para julho devem provocar os períodos mais frios do inverno de 2026 no Brasil. Em algumas áreas da Região Sul, os termômetros poderão registrar temperaturas abaixo de 0°C, enquanto o ar frio poderá avançar até Brasília, Goiânia, o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia.

Essa previsão contrasta com o cenário esperado para o fim da estação. Em setembro, meteorologistas já observam risco de ondas de calor que atingem áreas do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste, num contexto de fortalecimento acelerado do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico.

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O inverno começou oficialmente neste domingo, 21, e deve ser uma estação de extremos. Nos primeiros dias, uma massa de ar polar associada a uma frente fria derruba as temperaturas em parte do centro-sul do país. Mais adiante, o avanço do El Niño tende a alterar os padrões de chuva e temperatura observados normalmente nesta época do ano.

O impacto mais evidente deverá ocorrer na Região Sul. A previsão indica chuva acima da média nos três Estados, com maior frequência de frentes frias, temporais e rajadas de vento. No sudoeste do Paraná, os volumes podem superar com folga os padrões históricos para a estação.

Essa previsão contrasta com o cenário esperado para o fim da estação | Foto: Divulgação/Climatempo
Essa previsão contrasta com o cenário esperado para o fim da estação | Foto: Divulgação/Climatempo

Paralelamente, o Sudeste e o Centro-Oeste poderão registrar episódios de chuva incomuns para o período seco. Em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a precipitação deve ocorrer com maior frequência do que o habitual para os meses de inverno.

No extremo norte do país, o cenário é diferente. Roraima, Amapá, norte do Amazonas e norte do Pará tendem a atravessar uma estação mais seca que a média. A costa leste do Nordeste também deverá registrar redução das chuvas intensas ao longo do trimestre.

Paralelamente, o Sudeste e o Centro-Oeste poderão registrar episódios de chuva incomuns para o período seco | Foto: Divulgação/Climatempo
Paralelamente, o Sudeste e o Centro-Oeste poderão registrar episódios de chuva incomuns para o período seco | Foto: Divulgação/Climatempo

Como será o inverno em julho

O frio mais intenso deve se concentrar em julho. Há possibilidade de geadas amplas no Sul e episódios localizados em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. A ocorrência de neve também não está descartada nas áreas serranas do Sul durante os eventos mais fortes de ar polar.

A partir de agosto, os modelos climáticos sugerem uma mudança gradual de padrão. O calor deve ganhar força no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto o Norte e o Nordeste poderão registrar temperaturas acima da média com maior frequência. Em setembro, aumenta o risco de ondas de calor que abrangem extensas áreas do interior do país.

Frio e geada marcou o começo desta quarta-feira, 13, nos Estados do Sul do Brasil | Foto: Mycchel legnaghi/São Joaquim Online
A partir de agosto, os modelos climáticos sugerem uma mudança gradual de padrão | Foto: Mycchel legnaghi/São Joaquim Online

O avanço da umidade no centro-sul também preocupa parte do setor agrícola. A previsão de mais dias chuvosos pode dificultar a colheita de café no Sudeste e afetar operações ligadas à cana-de-açúcar em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. No Sul, produtores de trigo acompanham o risco de perdas associadas ao excesso de umidade e à proliferação de fungos.

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