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Em 2025, o Brasil registrou 2,2 milhões de estelionatos, um aumento de 429,8% em relação a 2018, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Enquanto crimes de rua diminuíram, os estelionatos ocorreram a uma taxa de um a cada 14 segundos. Os crimes eletrônicos cresceram 20,6%, e 83,2% da população teme fraudes online. São Paulo e o Distrito Federal lideram os registros.
O Brasil registrou 2,2 milhões de estelionatos em 2025. O total representa alta de 429,8% em relação a 2018, quando o crime passou a integrar a série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou os dados nesta quinta-feira, 23.
O crescimento dos golpes ocorreu enquanto crimes de rua, como homicídios, latrocínios e roubos com violência, recuaram. Segundo o FBSP, houve um estelionato a cada 14 segundos no país em 2025.
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Os registros de estelionato aumentaram 2,7%, de 2,1 milhões para 2,2 milhões de casos. Já os crimes exclusivamente eletrônicos cresceram 20,6%, de 286 mil para 347 mil ocorrências.
Golpes superam roubos como principal preocupação
Pesquisa do FBSP mostra que 83,2% dos brasileiros temem ser vítimas de fraudes pela internet ou celular. Outro levantamento do fórum revela que 15,8% da população com mais de 16 anos sofreu golpes ou perdeu dinheiro por esses meios em 2025, o equivalente a 26,3 milhões de pessoas.

O relatório também mostra queda no número de roubos de veículos (-20,6%), transeuntes (-23,4%), estabelecimentos comerciais (-18,3%), residências (-19,9%), instituições financeiras (-35,5%), cargas (-19,8%) e celulares (-18,6%).
São Paulo lidera a taxa de estelionatos por 100 mil habitantes, com 1,8 mil registros. O Distrito Federal aparece em seguida, com 1,7 mil, à frente de Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás.

A análise do FBSP relaciona a concentração dos casos ao maior nível de bancarização e digitalização dos Estados. “O padrão sugerido pelos dados é que a taxa de registros acompanha, ainda que imperfeitamente, o grau de bancarização, digitalização e integração ao sistema financeiro formal de cada Estado”, diz o estudo. “O que ajuda a explicar por que unidades mais urbanizadas e digitalmente conectadas, como São Paulo e Distrito Federal, encabeçam a lista.”
O estudo identifica um “padrão industrial” na aplicação das fraudes, com participação de facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Também mostra “estrutura empresarial, financiamento faccional e capacidade de captura do sistema financeiro”. A taxa brasileira de estelionatos é 20% superior à dos Estados Unidos.
Baixa punição preocupa pesquisadores
Segundo o FBSP, apenas 2,8% das ocorrências chegam ao Poder Judiciário. “Dar golpes no Brasil oferece riscos excepcionalmente baixos de punição, mesmo para um país que tem baixos índices gerais de esclarecimentos de crimes”, afirmam os responsáveis pela análise.
O levantamento também mostra o uso de contas laranja para dispersar rapidamente os recursos. Segundo o fórum, as instituições financeiras monitoram quem faz as transferências, “mas ainda analisam de maneira limitada a conta que recebe os recursos”.
O exemplo vem de cima…. Como diz o ladrao mor do pais..: São nossos bandidos vitimas da sociedade….infelizmente merecemos isto!