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Em 5 anos, Força Aérea intercepta 4 mil aviões suspeitos no espaço aéreo brasileiro 

Em 90 dessas operações, houve necessidade de disparos de advertência para que os pilotos pousassem ou mudassem suas rotas

As aeronaves que representam uma possível ameaça à segurança pública também são interceptadas pela FAB | Foto: Reprodução/Twitter/X/@alexgalante
As aeronaves que representam uma possível ameaça à segurança pública também são interceptadas pela FAB | Foto: Reprodução/Twitter/X/@alexgalante

Aviões e helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) interceptaram, de janeiro de 2019 a julho de 2024, um total de 4 mil aeronaves que não tinham autorização para voar no espaço aéreo brasileiro. 

Além disso, a FAB interceptou aeronaves que representavam uma possível ameaça à segurança pública. Em 90 dessas operações, houve necessidade de disparos de advertência para que os pilotos pousassem ou mudassem suas rotas.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, somente em 2024, a FAB interceptou 207 aviões até o mês de julho — uma média de quase um por dia. A maioria dessas aeronaves suspeitas é utilizada para tráfico de drogas ou sobrevoa áreas proibidas.

FAB interceptou um avião modelo Cessna 172 na fronteira com o Peru

Em 28 de julho, a FAB interceptou um avião modelo Cessna 172 na fronteira com o Peru. Na ocasião, os militares dispararam contra a aeronave suspeita.

Avião interceptado no Amazonas pela FAB | Foto: Reprodução/Twitter/X/@policiafederal
Avião interceptado no Amazonas pela FAB | Foto: Reprodução/Twitter/X/@policiafederal

O piloto do Cessna 172 fez um pouso de emergência em Barcelos (AM) e depois incendiou o avião. Os ocupantes da aeronave conseguiram fugir. Nos destroços, a polícia encontrou 95 quilos de pasta-base de cocaína.

O número de interceptações até 3 de julho de 2024 é menor que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando 232 aeronaves foram interceptadas.

O ano de 2021 foi o mais ativo, com 1,1 mil ações de janeiro a dezembro. A Aeronáutica atribui a redução no número de abordagens à eficiência das ações de inteligência realizadas previamente.

“A Força Aérea Brasileira tem utilizado uma ampla gama de meios e informações provenientes de diversos órgãos de segurança pública e fiscalização para identificar e agir contra tráfegos aéreos desconhecidos de maneira preventiva”, afirmou a Aeronáutica, em nota. “Ao focar pontos estratégicos e utilizar esses dados, a FAB vem conseguindo reduzir a necessidade de interceptações.”

A FAB intensificou o monitoramento com aeronaves E-99, que possuem radar na fuselagem. Os procedimentos de interceptação variam conforme o tipo de caça, o alvo e o objetivo da missão.

Regras e consequências das abordagens

Se o piloto da aeronave suspeita ignorar os avisos da FAB, os militares podem disparar — primeiro como forma de aviso. O objetivo é chamar a atenção dos invasores e persuadi-los a obedecer às ordens transmitidas.

Em último caso, o piloto militar pode disparar contra o alvo, considerado hostil. A FAB não informou se os 90 disparos desde 2019 acertaram aeronaves ou foram apenas de advertência.

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3 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Acho que é chutado é só ver a qtde de drogas que entram no país

  2. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Carta de um Brigadeiro.
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

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