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Enchentes limitam acesso à única refinaria de diesel do RS

Diversas cidades já enfrentam desabastecimento de combustível

O município de Lajeado foi tomado pela água | Foto: Reprodução/Twitter/X
Diversas regiões foram tomadas pela água e estão sem nenhum acesso | Foto: Reprodução/Twitter/X

As enchentes no Rio Grande do Sul já impactaram a oferta de combustíveis no Estado. Única refinaria de diesel do território gaúcho, a Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras,  está sem nenhum acesso, o que já causa desabastecimento em diversas cidades. 

“Várias regiões do Estado começaram a ficar sem diesel, e as prefeituras não conseguem trabalhar na limpeza, porque não têm mais o combustível”, afirmou na última terça-feira, 7, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Paulo Pimenta.

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Mesmo com as dificuldades, a Petrobras assegurou que a Refap continua “operando e atendendo às demandas de saída de produtos”. No entanto, devido ao alto estoque de gás liquefeito de petróleo (GLP) na refinaria, uma das unidades de processamento foi temporariamente interrompida e só voltará ao normal quando houver aumento na saída do produto.

“A companhia organizou uma equipe de resposta a emergência, que vem prestando todo o apoio e o atendimento à força de trabalho, e está monitorando os principais pontos que podem afetar a operação da refinaria e a saída de combustíveis, a fim de garantir a continuidade do abastecimento”, disse a estatal, em comunicado.

Leia também: “Ciclone pode levar mais chuva e rajadas de vento ao RS

Influência nos setores

O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) informou que a refinaria opera com capacidade mínima, com redução na retirada de diesel, gasolina e GLP. Houve uma melhora significativa na retirada de GLP, mas ainda são observadas dificuldades logísticas, como reprogramação de carretas de óleo combustível e abertura de novas rotas de escoamento.

+ Entenda como o relevo de Porto Alegre trava o escoamento e provoca inundações

A situação tem impactado diversos setores, como o agrícola, conforme informou à Reuters o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Silveira Pereira. Ele mencionou a escassez de combustível e as dificuldades logísticas para abastecimento.

“O grande problema que está acontecendo é falta de combustível, pois não há logística para trazer combustível”, afirmou. “No município de Bagé, o posto só vende 20 litros, porque não sabe quando vai ter mais. Este é um drama que estamos passando hoje.”

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Rua inundada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul | Diego Vara/Reuters

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