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Enchentes no RS resultam no maior sinistro já visto no Brasil

As recentes inundações alcançam R$ 1,673 bilhão, com 23.441 casos registrados até o dia 23

Enchentes no RS geraram sinistro recorde
Enchentes no RS fizeram total de sinistros bater recorde | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) relatou que as enchentes ocorridas em maio no Rio Grande do Sul resultaram no maior sinistro já visto pelas operadoras no Brasil, em um total que ultrapassa R$ 1,673 bilhão.

Até a última quinta-feira, 23, foram contabilizados 23.441 sinistros, mas o valor final ainda é incerto, visto que poucos segurados acionaram suas seguradoras e os custos totais ainda estão em apuração.

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Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira, 24, é quem confirma essa situação. Ele destacou, segundo a Folha de S. Paulo, que “o valor final certamente será muito maior e, sem dúvida, representa a maior indenização por um único evento já registrada pelo setor no Brasil”.

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De acordo com a CNseg, os sinistros de automóveis foram os que tiveram o maior impacto até o momento, com 8.216 casos e um custo estimado de R$ 557,4 milhões. No entanto, os seguros residenciais e habitacionais lideram em número de ocorrências, com 11.396 sinistros e um custo potencial de R$ 239,2 milhões.

Reservas técnicas robustas

Oliveira explicou que “é mais fácil estimar o impacto nos automóveis, pois mais de 90% das apólices incluem cobertura total, que abrange alagamentos, enquanto a cobertura para alagamentos em seguros residenciais é muito menos comum”.

A CNseg também observou que o impacto no setor agrícola deve ser menor se comparado às secas recentes na região. Até agora, foram registrados 993 avisos de sinistro, com um impacto estimado de R$ 47 milhões.

“As secas de 2022 foram particularmente severas para o agronegócio no Rio Grande do Sul, mas esperamos que esse número aumente à medida que mais sinistros sejam notificados e as indenizações calculadas”, comentou Oliveira.

Oliveira assegurou que, apesar dos grandes montantes envolvidos, as seguradoras possuem reservas técnicas robustas e estão bem preparadas para lidar com o evento.

Ele também mencionou que, em resposta à tragédia, o setor estendeu o prazo de vencimento das apólices na região. Também, disse ele, acelera algumas indenizações, sem a necessidade de averiguações detalhadas.

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