Entenda o ‘apagão’ de dados no Ministério da Saúde, que completa um mês hoje

O governo informou que o acesso a algumas plataformas foi normalizado; Estados e municípios relatam instabilidades
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Ministro da Saúde garante que tem os dados salvos em um backup
Ministro da Saúde garante que tem os dados salvos em um backup | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ataque hacker que derrubou os sistemas do Ministério da Saúde (MS) completa um mês nesta segunda-feira, 10. O acesso às informações ainda é restrito na pasta depois de um atentado contra o governo, em dezembro.

Interpelado sobre um backup dos dados à época, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que “os dados dos sistemas foram copiados com segurança”. Contudo, não disse quando as informações seriam disponibilizadas.

Apesar de os técnicos estarem tentando organizar as coisas, o governo informou que o acesso à algumas plataformas foi normalizado: e-SUS Notifica; Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações e ConecteSUS.

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Gargalos devido ao apagão no Ministério da Saúde

O principal sistema ainda não voltou a funcionar: a Rede Nacional de Dados em Saúde, “plataforma-mãe” que reúne todas as informações registradas por Estados e municípios, na ponta do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse gargalo tem impossibilitado o registro de casos da variante Ômicron do novo coronavírus no Brasil, por exemplo, além de dificultar que se tenha um cenário mais concreto da pandemia de covid-19 no país.

“As informações inseridas pelos Estados e municípios nos sistemas estão retornando gradualmente às plataformas nacionais, possibilitando que os dados sejam acessados por todos os usuários”, informou o MS, na semana passada.

Na prática, no entanto, gestores municipais apontam dificuldades e lentidão ao tentarem usar as plataformas do governo. Os dados exibidos também estão incompletos, de acordo com os governos, aguardando uma sincronização para atualizar as informações registradas após o dia 10 de dezembro.

O governo ressaltou que a instabilidade nos sistemas da pasta não interferiu na vigilância genômica de síndromes agudas respiratórias, incluindo a covid-19: “Continuamos realizando o monitoramento da situação epidemiológica no Brasil para tomadas de decisões frente ao atual cenário”.

Expectativa de retorno

A deputada Carmen Zanotto (PP-RJ), relatora da comissão da Câmara que acompanha as ações de combate à pandemia de coronavírus, foi informada, por técnicos do MS, de que o problema poderá ser solucionado nesta semana.

“Estamos restabelecendo as integrações com os Estados (…) regularizaremos as cargas de dados desse período e todos terão acesos aos dados”, comunicou uma mensagem enviada a ela pelo MS, segundo o Antagonista.

Ataque hacker

Na madrugada de 10 de dezembro, os sistemas do MS foram invadidos por hackers, três dias depois de o governo ter atendido à recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de impor cinco dias para não vacinados entrarem no país. Com o aplicativo em pane, a quarentena foi adiada.

Na ocasião, os dados de vacinação contra a covid-19 sumiram e funcionalidades como a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 e da Carteira Nacional de Vacinação Digital ficaram indisponíveis. Em 23 de dezembro, a pasta anunciou que o ConecteSUS tinha voltado a funcionar.

Leia também: “O desastre dos megavazamentos de dados”, reportagem publicada na Edição 48 da Revista Oeste

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1 comentário Ver comentários

  1. O governo federal foi aparelhado pela extrema esquerda ao longo de muitas décadas. Uma transição pacífica é desejável, e é o que está sendo tentado, mas, como eu sempre disse, radicais não entregam a rapadura graciosamente. Serão décadas de turbulências e sobressaltos, e pior, sem poder contar com recursos judiciais, também devido ao aparelhamento da PF, do MP e do Judiciário. O hacker, provavelmente, está dentro do sistema, e legalmente. Isso tem que estar sempre em mente ao estabelecer protocolos de segurança. É uma situação muito difícil de administrar.

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