“Eu defendo que você trabalhe”, diz Bolsonaro a comerciários no DF

Com receio de um colapso na economia e para preservar empregos, o presidente da República é a favor de uma retomada paulatina de atividades comerciais
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Com receio de um colapso na economia e para preservar empregos, o presidente da República é a favor de uma retomada paulatina de atividades comerciais

Bolsonaro durante visita à cidade de Ceilândia – DF | Foto: Instagram Presidente Bolsonaro
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Na manhã deste domingo, 29, o presidente da República, Jair Bolsonaro, saiu do Palácio da Alvorada, em Brasília, para visitar o comércio local e o Hospital das Forças Armadas (HFA).

Depois de visitar lojas na Asa Norte, no Sudoeste, Bolsonaro passou pelo HFA e em seguida dirigiu-se a Ceilândia, cidade satélite de Brasília, distante aproximadamente 30 quilômetros do Palácio do Planalto.

Já na cidade, um assador de churrasco disse ao presidente que, após duas semanas em casa, a comida estava acabando. Bolsonaro respondeu defendendo novamente sua visão de que o comércio deveria permanecer aberto. Para ele, é necessário que as medidas sanitárias sejam adotadas em doses ponderadas, para não se criar outros problemas, inclusive, de caráter econômico.

“Eu defendo que você trabalhe. Lógico, quem é de idade fica em casa. Às vezes, o remédio demais vira veneno”, afirmou. O vendedor, então, disse ao presidente que tentará se preservar para não contrair o coronavírus, saindo pelo menos uma vez na semana para trabalhar.

O deputado Federal Bibo Nunes (PSL-RS), um dos principais apoiadores do presidente, defendeu a postura de Bolsonaro. “Ele quer ser solidário com a população, mesmo que lhe custe contrair o vírus” disse, completando. “Como ele diz: soldado que vai pra guerra com medo de morrer é covarde! Quem controla ele é o povo!”, pontuou o parlamentar.

Bolsonaro tem defendido a abertura gradual do comércio para evitar uma crise econômica durante o combate ao coronavírus, e a prática do “isolamento vertical”, que envolveria apenas as pessoas que se encontram no grupo de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas, para então, com cuidado, o país “voltar à normalidade”.

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