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FAB investiga incidente com aviões de Gol e Azul em Congonhas

Aeronaves ficaram separadas por apenas 22 metros durante operação simultânea no aeroporto

Aeroporto de Congonhas estima cerca de 2 anos para conclusão de obras destinadas ao processo de internacionalização | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Dados do site especializado Aeroin mostram que as tripulações realizaram manobras evasivas para evitar o choque | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu investigação para apurar uma aproximação perigosa entre dois jatos comerciais no Aeroporto de Congonhas. O incidente ocorreu no final da manhã de quinta-feira, 30. Um Boeing 737 da Gol e um Embraer E2 da Azul ficaram a apenas 22 metros de distância um do outro na vertical.

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O avião da Gol chegava de Salvador e se preparava para o pouso logo que a aeronave da Azul decolava com destino a Minas Gerais. Dados do site especializado Aeroin mostram que as tripulações realizaram manobras evasivas para evitar o choque. O jato da Gol virou para a direita enquanto o da Azul desviou para a esquerda.

Investigação do Cenipa

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) iniciaram a coleta de dados e preservação de provas. A equipe técnica analisa as conversas de rádio e os registros de voo para entender por que as aeronaves ocuparam o mesmo espaço. A FAB quer descobrir se houve falha humana ou de equipamento no controle do tráfego.

A concessionária Aena, que administra o terminal paulista, afirmou que não houve colisão. A empresa reforçou que a responsabilidade pela gestão do espaço aéreo é do Decea, órgão ligado aos militares. Profissionais credenciados buscam agora confirmar as informações técnicas necessárias para concluir o relatório do caso.

Segurança dos passageiros

A Gol declarou que o voo G3 1629 pousou sem problemas depois de realizar uma nova tentativa de aproximação. A companhia informou que colabora totalmente com as autoridades na apuração dos fatos. O avião da Azul também seguiu viagem normalmente e aterrissou em Confins sem novas ocorrências.

O episódio assustou quem acompanhava o tráfego aéreo na região Sul de São Paulo. Congonhas é um dos aeroportos mais movimentados do país e exige separação rígida entre pousos e decolagens. O Cenipa não deu prazo para encerrar a apuração, mas o foco inicial está na verificação de danos e no levantamento de dados das caixas-pretas.

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