Em meio ao espólio da megaoperação no complexo de favelas da Penha e do Alemão, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu 93 fuzis. Embora seja quantidade suficiente para munir um forte pelotão, o número representa apenas uma fração do arsenal confiscado no Estado ao longo de 2025.
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De janeiro a setembro deste ano, a Polícia Civil apreendeu 593 fuzis — ou seja, antes de a megaoperação ocupar becos e vielas das comunidades. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo estadual. A quantidade já supera 600 armas e ainda não inclui todos os registros de outubro.
Além disso, o crime organizado emprega outros tipos de armamento pesado para impor medo e controlar territórios. Facções lançam, inclusive, explosivos criados apenas para os campos de guerra, como, por exemplo, granadas.
Rio de Janeiro: a guerra além dos fuzis
Segundo o ISP, as autoridades apreenderam 4,6 mil armas de fogo no Rio de Janeiro nos nove primeiros meses do ano. Além das centenas de fuzis, foram milhares de pistolas, centenas de espingardas, dezenas de metralhadoras, submetralhadoras, garruchas, armas de fabricação caseira e 113 mil munições.
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Somam-se ao arsenal quase 900 artefatos explosivos — metade deles, granadas. São cargas letais que agora os traficantes também lançam por drones, como demonstraram na última terça-feira, 28.
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