publicidade
Brasil

Incêndio destrói palafitas em Santos e causa uma morte

Comunidade de São Sebastião enfrenta tragédia depois de fogo consumir cerca de 100 moradias ribeirinhas

Palafitas
As moradias de madeira estão expostas a constantes ameaças de incêndio e enchentes | Foto: Reprodução/Redes sociais

As primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 1º de agosto, foram de desespero na Comunidade de São Sebastião, em Santos (SP). Um incêndio de grandes proporções atingiu cerca de cem casas sobre palafitas no Dique da Vila Gilda, deixando uma pessoa morta e dezenas de famílias desabrigadas.

O fogo começou por volta das 7h40 e se espalhou rapidamente, dificultando o trabalho do Corpo de Bombeiros. Cerca de 50 bombeiros foram enviados ao local com 13 viaturas. O controle das chamas só foi alcançado por volta das 9h30.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

Apesar do impacto da tragédia, não há registros de feridos até o momento. A Defesa Civil estadual também atua na região como Centro de Gerenciamento de Emergências para oferecer apoio às vítimas.

O prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), anunciou que o município já começou o cadastramento das famílias atingidas no Cras Bom Retiro, localizado na Avenida Nossa Senhora de Fátima. A prefeitura também avalia a liberação de escolas como abrigos emergenciais para moradores que não têm familiares na região.

Depois do contato com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Secretaria de Habitação do Estado passou a apoiar a reconstrução da comunidade.

A Defesa Civil deve fornecer kits de higiene, limpeza e alimentos às famílias desabrigadas. As entregas ocorrerão na Rua Brigadeiro Faria Lima, 677, na zona noroeste.

O Fundo Social de Solidariedade de Santos virou ponto oficial de arrecadação. A população pode doar alimentos não perecíveis, roupas e água potável. As doações devem ser entregues na sede do órgão, na Avenida Conselheiro Nébias, 388, no Bairro Encruzilhada.

Risco contínuo nas palafitas de Vila Gilda

A área afetada abriga um dos maiores aglomerados de palafitas do Brasil. De acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 3,5 mil famílias vivem no Dique da Vila Gilda, às margens do Rio dos Bugres.

+ Leia também: “Funcionários do IBGE morrem ao combater incêndio próximo a reserva ecológica em Brasília”

As moradias de madeira estão expostas a constantes ameaças de incêndio, enchentes e instabilidade causada pela maré alta. Além da fragilidade das construções, a mobilidade da comunidade depende de tábuas improvisadas, o que agrava os riscos em emergências como a desta manhã.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade