O tão aguardado início das operações da Ferrovia Transnordestina foi adiado na véspera do evento, devido à ausência de documentos exigidos para liberar a circulação do trem de cargas.
A viagem, prevista para esta sexta-feira, 24, entre Bela Vista do Piauí e Iguatu, no Ceará, não pôde acontecer, porque a licença operacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ainda não foi emitida.
Receba nossas atualizações
O governo do Piauí havia confirmado a realização do trajeto no início da semana, reforçando expectativa criada desde o anúncio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, feito no início de outubro.
No entanto, na quinta-feira 23, a Transnordestina Logística comunicou o adiamento, ao citar pendências técnicas e documentais que travaram o licenciamento ambiental.
Pendências ambientais e exigências do Ibama

Segundo o Ibama, entre os requisitos não atendidos pela empresa estão a apresentação de um plano de gerenciamento de riscos para emergências e a obtenção de manifestação favorável do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, já que a ferrovia corta áreas quilombolas. Essas pendências impediram o avanço do processo, interrompendo a liberação da licença.
O empreendimento, concebido para conectar o interior do Nordeste a portos do Ceará e Pernambuco, soma quase duas décadas de atrasos. A obra, lançada em 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha orçamento inicial de R$ 4,5 bilhões e extensão planejada de 1,7 mil km, com entrega prevista para 2010.
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
Em 2017, o Jornal Nacional, da TV Globo, destacou o atraso: “Esses vagões já poderiam estar transportando grãos e minérios para os portos da região, mas, até agora, a única carga que eles levaram foi de pedra brita, que é usada na construção, para assentar os trilhos por onde a ferrovia vai passar”, relatou o repórter Bruno Grubertt. “Com a obra parada, os vagões estão enferrujando.”
Custo total da Transnordestina subiu para R$ 15 bilhões
Ao longo dos anos, o projeto enfrentou problemas em licitações, contratos, repasses financeiros e questões fundiárias. O custo total subiu para R$ 15 bilhões, enquanto a extensão foi reduzida para 1,2 mil km, e o prazo de conclusão ficou para 2029. O Tribunal de Contas da União chegou a suspender repasses federais em duas ocasiões, o que paralisou a obra por cerca de cinco anos.
Em dezembro de 2022, a Transnordestina Logística devolveu a concessão do trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape, deixando essas obras suspensas desde então. O Tribunal de Contas da União avalia atualmente a inclusão desse segmento no PAC.





































O NEGÓCIO É OFERECER DIFICULDADE PRA VENDER FACILIDADE.
O Ibama deve ter recebido instruções para adiar para que a inauguração fique próxima das eleições 2026…
Garanto.
Ibama trabalha para Brasil de 50 ,ficar mais 50 atrasado. Chegaremos à bunda de fora , logo.