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Brasil

Justiça acata denúncia contra diretores de empresa de ônibus ligada ao PCC

Investigados terão 30 dias para se defender das acusações

Transwolff
Luiz Carlos Efigênio Pacheco, 54 anos, conhecido como Pandora, dono da Transwolff, morava em um condomínio em Itu com mansões avaliadas em até R$ 37 milhões | Reprodução/@NexoJornal

A Justiça aceitou, nesta quarta-feira, 24, a denúncia contra dez criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) acusados de lavar dinheiro na empresa de ônibus Transwolff, de São Paulo. O juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da 2.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital, determinou a abertura de ação penal contra os investigados. Eles terão 30 dias para se defender das acusações.

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O processo tem como alvo sócios e diretores da Transwolff e também da UPBus, empresas responsáveis pelo transporte de cerca de 700 mil passageiros por dia na capital paulista. Segundo a Promotoria, as companhias receberam mais de R$ 800 milhões da Prefeitura de São Paulo, em 2023, para prestar o serviço. 

O ex-presidente da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, continua preso. Ele responde às acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, extorsão e apropriação indébita. 

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Além dele, os sócios e os diretores da empresa que também respondem ao processo são: Carlos Couto Ramos, Reginaldo Gonçalves da Silva, Robson Flares Lopes Pontes, Cícero de Oliveira, Moisés Gomes Pinto, Joelson Santos da Silva, Jeová Santos da Silva, José Nivaldo Souza Azevedo e Lindomar Francisco dos Santos.

Eles são acusados ainda de apropriação indébita e extorsões praticadas contra perueiros da antiga cooperativa Cooper Pam, que aderiram à Transwolff.

Os criminosos usaram o dinheiro do tráfico de drogas para permitir que a empresa de ônibus Transwolff participasse da licitação do transporte público | Foto: Divulgação/Transwolff
Os criminosos usaram o dinheiro do tráfico de drogas para permitir que a empresa de ônibus Transwolff participasse da licitação do transporte público | Foto: Divulgação/Transwolff

Bloqueio de bens

Ao todo, 28 empresas e 16 pessoas tiveram seus bens bloqueados pela polícia, que sequestrou 43 imóveis, uma aeronave, três lanchas e duas embarcações motonáuticas.

Sob o comando do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a investigação descobriu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) injetou R$ 54 milhões em empresas de transporte público na cidade. O esquema foi detalhado no âmbito da Operação Linha Fina.

Leia também: “Vídeo: delegado alerta para o golpe do ‘falso PCC’”

Os criminosos usaram o dinheiro do tráfico de drogas para permitir que a empresa de ônibus Transwolff participasse da licitação do transporte público. De acordo com a denúncia, os valores injetados foram obtidos por meio de “depósitos em dinheiro”, sem origem demonstrada.

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