O ex-diretor da filial brasileira da empresa de Cannabis medicinal USA Hemp foi condenado pela Justiça de Goiás depois de desviar R$ 515 mil da companhia durante os anos de 2022 e 2023. Gustavo Fernandes Marra, que tinha 22 anos na época, recebeu sentença por furto qualificado e fraude continuada.
A investigação revelou que Marra utilizou um esquema de notas fiscais falsas para retirar valores da empresa, fundada por três irmãos do Estado de Goiás no Oregon, nos Estados Unidos, em 2016.
Receba nossas atualizações
Foram detectadas 110 notas que simulavam serviços não realizados ligadas a empresas de sua responsabilidade, além do uso do cartão corporativo para compras suspeitas.
A fraude na empresa de Cannabis medicinal

Os sócios da USA Hemp no Brasil decidiram contratar uma auditoria independente depois de perceber divergências no balanço financeiro. O trabalho confirmou a existência das fraudes praticadas pelo então executivo da companhia.
Marra, formado em engenharia da computação, foi contratado em 2019 para desenvolver o site da empresa, período em que a Anvisa autorizou a importação de produtos com CBD. Posteriormente, ele passou a atuar como administrador e sócio da filial.
De acordo com a empresa, esta é a primeira condenação criminal registrada contra um gestor do segmento de Cannabis medicinal no Brasil, “que ainda enfrenta lacunas regulatórias e riscos operacionais”, afirmou a companhia à reportagem do jornal Folha de S.Paulo.
Argumentos do condenado
No processo, Gustavo Marra alegou em depoimento desconhecer qualquer irregularidade, dizendo que os serviços de tecnologia da informação foram efetivamente executados.
O juiz Fabio Vinícius Borsato, da 5ª vara dos crimes de ordem tributária de Goiás, considerou as provas suficientes e determinou pena de três anos e quatro meses em regime aberto, convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de um salário mínimo a entidade filantrópica. A defesa pode apresentar recurso.
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste





































O rapaz, então com 22 anos, achava que pelo ramo de atuação da empresa os proprietários estariam ocupados com outras coisas e não parariam para fazer contas. Errou: É uma empresa e deve dar lucro. Se fosse uma “empresa” no mesmo ramo de negócio, mas trabalhando com “outro princípio ativo da planta”, o julgamento do jovem confuso seria “em outro tribunal”, mais rídigo supunho.