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Justiça condena funcionário da Caixa por desviar quase R$ 500 mil

Crime foi descoberto devido a um procedimento interno que obrigou empregado a se afastar da função

Caixa Economica Federal
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região condenou um tesoureiro da Caixa Econômica Federal por desviar R$ 450,9 mil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) condenou um funcionário da Caixa Econômica Federal por desviar R$ 450,9 mil. A decisão da 3ª Turma foi unânime.

O TRF-5 manteve sentença da 15ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, que havia condenado o empregado à pena de 7 anos, 6 meses e 16 dias de reclusão, além de 170 dias-multa pelo crime de peculato.

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O homem, identificado no processo pelas iniciais do nome L.L.B.A., trabalhava como tesoureiro no banco, sendo responsável pelo abastecimento dos caixas eletrônicos de uma agência.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o funcionário valeu-se da condição de tesoureiro da Caixa para se apropriar em diversas ocasiões de valores em dinheiro.

O crime de peculato está previsto no artigo 312 do Código Penal, com a causa de aumento prevista do artigo 327, pelo fato de o autor exercer função de confiança em empresa pública.

Caixa Economica Federal
Mesmo quando tirava férias no banco, o tesoureiro permanecia trabalhando para evitar que algum colega assumisse suas funções e descobrisse os desvios de verbas | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Funcionário da Caixa

De acordo com os autos do processo, o tesoureiro disse que recebeu dinheiro em sua conta bancária por causa de uma atividade comercial realizada pela sua esposa. Porém, depois da fraude ser revelada, os depósitos acabaram.

O crime foi descoberto a partir de um procedimento administrativo instaurado pela Caixa.

Isso aconteceu quando L.L.B.A., por obrigação do serviço, teve que se afastar de suas funções e passar suas atividades a um substituto.

Mesmo no período de férias, ele permaneceu trabalhando para tentar evitar que algum colega assumisse suas funções e descobrisse os desvios de verbas.

A defesa do funcionário pediu a reforma da sentença, sob a alegação de não existirem elementos que comprovassem a autoria do delito e que a sentença de mérito faz menção apenas a indícios, sob pena de violação ao princípio do “in dubio pro reo” (na dúvida, a favor do réu).

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