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A Justiça Federal de São Paulo decretou a prisão preventiva de Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo de sanções dos EUA por suposto envolvimento com o PCC, depois da conversão de sua prisão temporária. Shimada continua foragido e, se preso, não terá prazo definido para ser posto em liberdade, a menos que a decisão seja revogada. Sua defesa analisará a situação para possíveis medidas jurídicas. A prima de Shimada, Stella Stefanie Nunes, foi solta, com a Justiça rejeitando a conversão de sua prisão.
A Justiça Federal de São Paulo atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e decretou a prisão preventiva de Victor Henrique de Oliveira Shimada, um dos alvos de sanções pelo governo dos Estados Unidos por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do Metrópoles.
Na semana passada, Shimada havia tido sua prisão temporária decretada – agora, a Justiça converteu essa condição para a prisão preventiva. Ele segue foragido.
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A prisão temporária é uma medida exclusiva para a fase de investigação policial que restringe a liberdade de um suspeito por um período determinado para não atrapalhar o inquérito.
A prisão preventiva, por sua vez, priva o acusado da liberdade antes de uma eventual condenação. Trata-se de uma ferramenta utilizada pelas autoridades para garantir o bom andamento e a segurança das investigações e do processo.
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A conversão da prisão temporária em preventiva também significa que, se for preso, Shimada não terá um prazo definido para ser colocado em liberdade, salvo se o novo status de sua prisão for revogado por outra decisão da Justiça.
Por meio de nota, a defesa de Shimada afirma que tomou conhecimento da decisão judicial e analisará o caso antes de definir os próximos passos. “Concluída essa análise, a defesa adotará todas as medidas jurídicas e processuais que entender cabíveis, inclusive visando à revogação da prisão preventiva”, diz o texto.
“Reafirmamos o compromisso com o devido processo legal e adotaremos todas as providências necessárias para assegurar o pleno exercício do direito de defesa, sempre pelos meios juridicamente adequados”, complementa a defesa do suspeito.
Prima de Shimada é solta
Outro alvo da Operação Exchange, deflagrada pela PF na sexta-feira 3, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, prima e secretária de Shimada, foi solta nesta terça-feira, 7. Nesse caso, a Justiça rejeitou a conversão da prisão temporária em preventiva.
Também em nota, a defesa de Stella informou que recebeu a decisão “com respeito e serenidade, por entender que ela observa rigorosamente os pressupostos legais das medidas cautelares”.
Sanções dos EUA
No dia 1º de julho, o Departamento de Tesouro do governo norte-americano anunciou a imposição de sanções contra Shimada, Stella e três empresas brasileiras por suposta ligação com uma rede de lavagem de dinheiro comandada pelo PCC.
Foi a primeira medida tomada pelos EUA desde que a Casa Branca classificou o grupo criminoso brasileiro como uma organização terrorista.
Segundo as investigações lideradas pelos EUA, Shimada teria operado como um elo entre integrantes do PCC e traficantes internacionais de drogas. O suspeito teria “lavado” mais de US$ 30 milhões oriundos de ações criminosas em várias cidades norte-americanas, por meio de criptomoedas, e encaminhado esses recursos ao Brasil.
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