publicidade
Brasil

Justiça gasta R$ 11 mil por dia para manter obra parada em Brasília

Construção da sede do TRF-1 começou em 2008, mas deve ser concluída só em 2030

obra
O término da obra está previsto para 2030. Até lá, o custo subirá para R$ 1,4 bilhão | Foto: Foto: Reprodução

A nova sede do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), na região central de Brasília, está há quase nove anos com a obra parada.

Apesar disso, desde 2014, já foram gastos R$ 37 milhões só para manter o que já foi construído ao longo dos últimos anos, o que gera um custo médio de R$ 11 mil por dia. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Receba nossas atualizações

O tamanho da obra

O projeto foi planejado com três pavimentos sobre pilotis e subsolo, no Setor de Administração Federal Sul. A construção inclui gabinetes de 350 metros quadrados para desembargadores e uma área destinada ao presidente de quase o dobro, 615 metros quadrados.

O objetivo do projeto era comportar a ampliação do tribunal de 27 para 51 membros e o grande volume de processos na Justiça Federal de 1º Grau. Porém a expectativa não se confirmou, e o tribunal conta com 26 integrantes.

Dinheiro público indo pelo ralo

Ao todo, a construção do prédio já consumiu R$ 547 milhões dos cofres públicos. Segundo o tribunal, o término da obra está previsto para novembro de 2030. Até lá, o custo subirá para R$ 1,4 bilhão, mais do que o dobro do previsto quando o projeto foi iniciado.

Todos os recursos são oriundos do orçamento da União, conforme limites fixados pelo Conselho da Justiça Federal.

Ação questiona construção do prédio

Em 2008, o Ministério Público Federal no Distrito Federal chegou a ajuizar uma ação civil pública pedindo a suspensão da construção.

Para o procurador da República Rômulo Moreira Conrado, ela é um “atentado ao princípio da economicidade”. Na ocasião, a obra estava orçada em R$ 480 milhões, com previsão para terminar em 2015.

Irregularidades

O Tribunal de Contas da União chegou a constatar sobrepreço e, em 2009, o TRF-1 anulou uma licitação depois de constatadas irregularidades na execução.

Desde então, diversos contratos já foram interrompidos. O primeiro foi firmado com o consórcio das empresas Via Engenharia, OAS e Camargo Corrêa, em 2007.

Segundo o tribunal, o último foi celebrado em 2013, com a construtora LDN Ltda, para a proteção de estruturas e execução de serviços de drenagem de águas pluviais. Os serviços foram finalizados em outubro de 2014.

O que disse o TRF-1?

Ao jornal, a assessoria de imprensa do tribunal respondeu que a obra está parada “por diversos problemas que levaram à rescisão do contrato com empresas executoras” e que houve a necessidade de atualização tecnológica e normativa dos projetos, etapa atual.

Também afirmou que há custos com a manutenção do canteiro de obras e vigilância do local e que o valor estimado “vem aumentando em proporção aos índices de construção civil”.

9 comentários
  1. Herbert Gomes Barca
    Herbert Gomes Barca

    barbaridade dessas não tem cabimento !!!
    justiça eleitoral ??? pra que serve isso !??
    só tem essa m eerda no Brasil !!! absurdo

    1. Herbert Gomes Barca
      Herbert Gomes Barca

      correção !! não é a tal justiça eleitoral, quevtb não serve pra nada!!
      esse tal tribunal de contas, que na verdade faz de contas(que é sério) !!!

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Se um mero gabinete tem 350 m2, imaginem uma sala de reuniões? Do tamanho de um campo de futebol? Como esse pessoal do judiciário é espaçoso! Sinceramente, eu nem mais me incomodo com essas notícias…para que? Vai adiantar alguma coisa? Claro que não.
    Agora vejam só: A edificação foi projetada para ter três pavimentos que realmente serão utilizados já que o pilotís e subsolo não tem função de abrigar depósitos de processos (realmente, a sobrecarga nesse tipo de edificação é bem alta) mas, mesmo assim, por que esses pilares imensos e com toda essa armação? Fiquei curioso. Isso não pode ter só três pavimentos.

  3. R.F. Nobre
    R.F. Nobre

    Salas apenas de 350 m²; trocar de avião porque a cama é pequena (um dos motivos), e por ai vai. Viva o Brasil.

  4. Olmir Antonio De Oliveira
    Olmir Antonio De Oliveira

    Recursos públicos ralo abaixo, em país que o judiciário legisla, dita segundo a conveniência e ocasião. Ditado diz casa da m…

  5. Errol Bicalho
    Errol Bicalho

    Salas de 350 M2 para Desembargadores. Nada como ser da turma que ostenta e não acrescenta 1 Real ao PIB do país. Só descobrindo de novo o Brasil para talvez alguma coisa mudar.

  6. Christian
    Christian

    Não é possível que não exista uma empresa no Brasil que possa dar um orçamento confiável e um órgão governamental que fiscalize isto amiúde.
    Qualquer dona de casa fiscalizaria isto.
    Deve estar rolando uma dinheirama descomunal debaixo deste TSF-1

  7. PCC
    PCC

    Nada como morar num país do primeiro mundo, dinheiro sobrando, que beleza!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade