publicidade
Brasil

Justiça nega pedido de universidade para multar trans por performance erótica

Caso ocorreu em outubro de 2024, durante seminário acadêmico na Federal do Maranhão; judiciário baiano argumenta falta de provas

Justiça baiana fala em insuficiência de provas, apesar do volume de exposição do vídeo que teria sido postado pela historiadora | Foto: Reprodução/Twitter/X
Justiça baiana fala em insuficiência de provas, apesar do volume de exposição do vídeo que teria sido postado pela própria historiadora | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Justiça Federal da Bahia negou o pedido da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) para aplicar multa diária à historiadora e artista trans Tertuliana Lustosa. A pena seria em consequência de uma performance erótica que Tertuliana realizou durante um evento acadêmico da instituição, em outubro de 2024. 

A decisão é do juiz Eduardo Gomes Carqueija, da 3ª Vara Cível da Seção Judiciária da Bahia. Tertuliana mora em Salvador. Durante o seminário, a historiadora subiu ao palco, cantou a música “Educando com o C*” e expôs os glúteos ao público. A própria trans publicou a apresentação nas redes sociais. Assim, rapidamente os vídeos viralizaram.

Receba nossas atualizações

Justiça diz haver falta de provas 

Segundo a UFMA, embora o episódio tenha sido considerado “isolado”, ele causou danos à imagem da universidade, motivando o pedido judicial. A instituição solicitava uma decisão provisória que proibisse Tertuliana de usar o nome e a imagem da Federal em conteúdos de caráter impróprio, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia.

A universidade citou como exemplo publicações nas redes sociais e conteúdos que foram ao ar na plataforma Privacy, onde a artista comercializa material adulto.

Na decisão, o magistrado afirmou que não há provas concretas de que a artista esteja atualmente explorando a imagem institucional da universidade com objetivos promocionais ou comerciais. Embora tenha reconhecido a possibilidade de Tertuliana ter se beneficiado da repercussão do caso — com possível monetização de postagens e vendas de livros —, o juiz concluiu que o pedido da UFMA carecia de fundamentação suficiente.

O processo segue em tramitação. A universidade busca uma indenização de R$ 20 mil por danos morais institucionais e informou que vai recorrer da decisão. Até a publicação desta nota, a UFMA dizia que não iria comentar o caso fora do processo.

+ Leia mais notícias de Brasil na Oeste

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Tanto Antônio Nojeira quanto DeuCU Marx são exímios dançarinos na arte (?) marxista paulo freire de Educando com o Kool – deles, claro.

    1. O BELFORROXENSE
      O BELFORROXENSE

      heheheheheh Verdade,
      acho até que essa “translouca” dançarina deve ser um desses, acho que pode ser o Pauno N Marques…

  2. Herbert Gomes Barca
    Herbert Gomes Barca

    justiça Bahiana !! representando a justiça justiceira

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade